Arcebispo nigeriano é eleito presidente da Federação Luterana Mundial

Mais Lidos

  • Aumento dos diagnósticos psiquiátricos na infância, sustentado por fragilidades epistemológicas e pela lógica da detecção precoce, contribui para a medicalização da vida e a redefinição de experiências comuns como patologias

    A infância como problema. Patologização e psiquiatrização de crianças e adolescentes. Entrevista especial com Sandra Caponi

    LER MAIS
  • A visita de Rubio ao Papa foi marcada por sorrisos e desentendimentos: confrontos sobre Cuba e Irã

    LER MAIS
  • Leão XIV: o primeiro ano de um papa centrista. Artigo de Ignacio Peyró

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Mai 2017

O arcebispo nigeriano Musa Panti Filibus foi eleito novo presidente da Federação Luterana Mundial durante os trabalhos da 12ª Assembleia Geral que se conclui nesta terça-feira, em Windhoek, Namíbia. Ele é o segundo presidente proveniente da África depois de Josiah Kibira, bispo da Tanzânia, que esteve à frente da Federação Luterana Mundial de 1977 a 1984.

A reportagem é do jornal L’Osservatore Romano, 15-05-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Foi uma escolha significativa dos delegados provenientes de todos os cantos do planeta, voltada a recompensar, por um lado, o crescente peso específico do continente africano dentro da comunhão luterana e, por outro, o grande trabalho desenvolvido ao longo dos anos de pastorado de Filibus, tanto dentro do seu país martirizado pelos ataques do grupo terrorista Boko Haram, quanto em âmbito internacional, com o papel de secretário do departamento para as missões e o desenvolvimento da África e com o compromisso na política inclusiva de gêneros, entre os pilares da Federação Luterana Mundial.

Filibus, que sucede o bispo Munib Younan e permanecerá no cargo por sete anos (até 2024), no discurso de posse, quis recordar os desafios para os próximos anos: “O meu sonho é o de uma federação cada vez mais protagonista em âmbito diaconal no enfrentamento das grandes tragédias do nosso tempo, começando pelos milhões de refugiados forçados a fugir das suas terras por causa das guerras ou das mudanças climáticas”.

Os protagonistas – acrescentou o presidente – são também e especialmente os jovens, que “devem se tornar atores principais da vida de cada Igreja individual”, e as mulheres, que “devem ser finalmente reconhecidas assim como os homens, sem mais o pesadelo das violências de gênero”.