O que acontece com áreas desmatadas na Amazônia? A maior parte vira pasto

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

10 Mai 2016

O Ministério do Meio Ambiente divulgou uma série de informações importantes de política ambiental nesta quinta-feira (5), como um novo sistema de alerta de desmatamentos, a publicação do terceiro relatório nacional de emissões e o aguardado sistema de monitoramento do Cerrado. Um dos dados divulgados é a atualização do TerraClass, um projeto do Inpe e Embrapa que avalia o destino das áreas desmatadas na Amazônia – mostrando, desta forma, quais os motivos econômicos que levaram ao desmatamento.

A reportagem é de Bruno Calixto, publicada por Blog do Planeta, 06-05-2016.

Os novos dados do TerraClass confirmam uma informação já conhecida: a pecuária é a grande responsável pelo desmatamento da Amazônia. Segundo o estudo, 60% das áreas desmatadas viraram pasto. A área desmatada destinada para a agricultura (por exemplo, plantação de soja), é muito menor, apenas 5,6%. Isso acontece pelo sucesso de ações como a Moratória da Soja, mas principalmente porque a agricultura costuma avançar mais sobre áreas já abertas para pastagens em vez de florestas.

Um ponto que chama a atenção é que aumentou a quantidade de hectares de áreas desmatadas que se transfomaram em projetos de mineração e em área urbana. Ainda assim, proporcionalmente, elas ocupam uma porcentagem pequena: 0,14% das áreas desmatadas foram usadas na mineração, e 0,71% foram urbanizadas e incorporadas nas cidades.

A boa notícia é que uma boa parcela do que foi desmatado está em crescente regeneração:22,9%. São áreas chamadas de “vegetação secundária”, onde ocorreu desmatamento, só que foram abandonadas posteriormente. Essas áreas são tomadas por uma floresta não tão densa quanto a original, mas ainda assim muito importante. Já o reflorestamento intencional e ativo decepciona. Apenas 0,42% desmatado foi posteriormente reflorestado.