O teatro da crueldade encenado em Darfur

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14 Julho 2008

Com um tamanho quatro vezes maior que a França, o Sudão é o gigante da África. Mas é um gigante doente. Sua independência veio em 1959, mas, naquele mesmo ano, sua região norte entrou em guerra com o sul. Após uma breve calmaria nos anos 70, a rebelião no sul se reacendeu e deixou milhões de mortos até ser encerrada, em 2003. Depois, uma outra guerra começou. Mal o Sudão percebe que está em paz, um novo horror começa. Dessa vez, é o oeste, em Darfur, que se subleva. Desde 2003, a violência que devasta a região já teria deixado pelo menos 200 mil mortos e 2,7 milhões de refugiados.
No Ocidente, fala-se de um combate entre negros e árabes. É falso. Há muito que árabes e negros se casam uns com os outros. Seria então uma guerra religiosa? Segundo erro: todos, tanto os rebeldes quanto o lado do poder legal são muçulmanos sunitas. Chega-se então ao conflito étnico. Tudo não passaria de um acerto de contas entre tribos. Mas essas tribos são inatingíveis. Essas categorias, porém, não convêm à guerra. Aquilo não é nem mesmo uma guerra, é um caos de sangue. A vantagem do caos é que ele mata menos que uma guerra organizada - mas matará tanto quanto uma guerra de profissionais? A cifra fala em 200 mil mortos, mas especialistas dizem que é preciso dividir as perdas por quatro.

(cfr. notícia do dia 14-07-08, desta página).