Irmã Geraldinha recebe prêmio de Direitos Humanos

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Por: Cesar | 14 Dezembro 2011

Na presença da Ministra Maria do Rosário, do presidente do Senado, José Sarney, demais autoridades e representantes dos Movimentos Sociais, de Ongs, Irmã  Geralda Magela da Fonseca (Irmã Geraldinha) recebeu no dia 09 de dezembro, juntamente com os demais premiados, das Mãos da Presidente Dilma Rousseff um prêmio de Direitos Humanos  na categoria Irmã Dorothy Stang.

A notícia é do sítio da Conferência dos Religiosos do BrasilCRB.

"Quero reconhecer o quanto o Brasil precisa da atuação de vocês, cidadãos corajosos, obstinados, protagonistas da luta contra a violência, a injustiça e a desigualdade. A militância é decisiva para fortalecer a cada dia o projeto de desenvolvimento", afirmou na ocasião a presidenta Dilma Rousseff.

Irmã Geraldinha foi premiada  em virtude  de sua luta pela terra, em meio aos desafios e perseguições junto aos Acampados do Acampamento Dom Luciano em Salto da Divisa/MG.

O prêmio constou em um troféu e um certificado assinado pela Presidente. A conquista  da Reforma Agrária será o troféu por exelência. Neste sentido Irmã Geraldinha entregou a Presidente uma carta das familias acampadas reinvindicando agilidade nos processos de desapropriação das terras improdutivas daquela região.

O nome de Irmã Geraldinha foi indicado pelo Instituto de Direitos Humanos do Estado de Minas Gerais para a Secretaria de DH da Presidência da República, a decisão foi tomada a partir de um processo de seleção.

Conhecida como Irmã Geraldinha, a freira da Congregação Romana de São Domingos – CRSD implantou a Pastoral da Criança junto às suas companheiras, as Irmãs Dominicanas de Belo Horizonte. Seus projetos sócio-religiosos foram, inclusive, associados ao conhecimento de direitos trabalhistas em Salto da Divisa e ao combate à violência doméstica. Irmã Geraldinha vive no acampamento Dom Luciano, sem água, luz ou esgoto, com mais de cem pessoas e dedica-se, sobretudo, à promoção de maiores avanços na realidade fundiária de Salto da Divisa/MG. Em razão de sua luta, é perseguida pelos grandes latifunidários da região, que ainda se mantém como um palco de conflito na luta pela terra e pela dignidade de centenas de famílias.