Justiça adia julgamento de recurso de fazendeiro condenado pelo assassinato de Dorothy Stang

Mais Lidos

  • Quando o clericalismo se torna narcisismo, o altar transforma-se num palco. Artigo de Phyllis Zagano

    LER MAIS
  • Fim da escala 6x1 avança no Congresso após pressão popular. Destaques da Semana no IHUCast

    LER MAIS
  • Anthropic está avaliada em quase um trilhão de dólares após uma rodada de investimentos de 65 bilhões de dólares

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

30 Agosto 2011

O Tribunal de Justiça do Pará adiou para daqui a uma semana o julgamento do recurso apresentado pelo fazendeiro Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão.  Condenado a 30 anos de prisão pelo assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang, Galvão tenta anular a sentença da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Belém, proferida em abril de 2010.

A reportagem é de Alex Rodrigues e publicada pela Agência Brasil, 30-08-2011.

Prevista para hoje (30), a sessão de julgamento foi adiada para a próxima terça-feira (6) a pedido do Ministério Público.  Segundo o tribunal, a medida visa a dar tempo para que a relatora da apelação, a juíza Nadja Nara Cobra Meda, a procuradora do Ministério Público Mariza Machado da Silva Lima e os demais integrantes da 1ª Câmara Criminal Isolada analisem um vídeo que o advogado de Galvão, Jânio Siqueira, pretende apresentar como prova.

Em nota, o tribunal explicou que o pedido para que o vídeo de três minutos fosse exibido e acrescentado ao processo só foi protocolado ontem (29) à noite, fora do prazo legal, que determina que qualquer nova prova deve ser apresentada no mínimo três dias antes do julgamento para que todas as partes possam tomar conhecimento da documentação.

Condenado a cumprir sua pena, inicialmente, em regime fechado, Galvão está recorrendo da sentença em liberdade provisória. Ele é o único dos cinco acusados pelo assassinato da missionária que continua solto, e nega qualquer participação no crime.

Os outros quatro acusados já condenados estão presos. São eles Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado a 30 anos de prisão; Rayfran das Neves, o Fogoió, condenado a 27 anos; Clodoaldo Batista, o Eduardo, condenado a 17 anos; e Amair Feijoli, o Tato, sentenciado a 27 anos.

Defensora dos direitos de pequenos produtores rurais da região de Altamira (PA), área de intenso conflito fundiário, Dorothy Stang foi morta com sete tiros em fevereiro de 2005, na cidade de Anapu (PA).