Xokleng oferecem trilhas para divulgar tradições e cultura

Mais Lidos

  • EUA e Israel lançam ataque pesado contra o Irã, que reage com mísseis e promete vingança

    LER MAIS
  • Leão XIV está mais próximo da Ucrânia, mas em um ponto o Papa Francisco continua sendo profético. Artigo de Marco Politi

    LER MAIS
  • A redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 são essenciais para garantir o direito à educação e à qualificação profissional, enfrentando desigualdades estruturais e promovendo o desenvolvimento humano e social.

    Dossiê fim da escala 6x1: Tempo para aprender, tempo para viver: A redução da jornada de trabalho como condição para o direito à qualificação profissional no Brasil

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Dezembro 2012

Jovens xokleng da Terra Indígena de Ibirama, Santa Catarina, descobriram uma nova modalidade para mostrar sua cultura e raízes: oferecem a realização de trilhas, dois quilômetros Mata Atlântica adentro. A oferta é nova e, se vingar, pode ser uma fonte de recursos para a comunidade.

“Além de divulgar o nosso meio de vida, queremos criar um vínculo com os próprios jovens xokleng, uma vez que muitos estão abandonando a Terra Indígena, ao relembrar e reforçar nossa cultura e nossas raízes”, afirmaram os jovens xokleng Edson Noilli Potie e Joacir Noilli Potie à Agência Jovem de Notícias.

A informação é publicada pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 11-12-2012.

Os jovens indígenas contam com o apoio do Conselho de Missão entre Indígenas (COMIN), vinculado à Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), e da Associação Kute Kaké para realizar o projeto.

Os 50 jovens indígenas envolvidos no projeto realizaram curso de guia turístico. Ao final do trajeto, os visitantes que participam da trilha são agraciados com uma confraternização, momento em que xoklengs cantam, contam histórias e oferecem comidas típicas.

Os jovens xoklengs esperam que a exploração da trilha, hoje uma atividade de lazer, se converta em fonte de renda. “A maioria dos indígenas vive da caça e da pesca e hoje estamos ficando sem a floresta. Precisamos achar outras formas de vida, mas também queremos preservar nosso espaço e ensinar isso para as pessoas que fazem a trilha”, comentaram Edson e Joacir.

Com a oferta da trilha, os jovens xokleng resgatam o sentimento de cuidado da natureza, fonte de vida essencial para os moradores do campo e da cidade.