Com manifestantes à porta, presidente exalta meritocracia

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28 Agosto 2012

Enquanto cerca de 200 servidores públicos, em greve, a maioria de universidades e colégios federais, concentravam-se na porta do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, a presidente Dilma Rousseff, alheia à manifestação do lado de fora, destacava a importância do ensino público, durante cerimônia de premiação de estudantes da Sétima Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

A reportagem é de Guilherme Serodio e Rodrigo Polito e publicada pelo jornal Valor, 28-08-2012.

Ao lado do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), e dos ministros da Ciência Tecnologia, Marco Antonio Raupp, e da Educação, Aloizio Mercadante, a presidente ressaltou o papel das escolas públicas para a redução da desigualdade social no país. "A escola tem um aspecto de dar oportunidades para aquela faixa da população que não nasceu com todas as condições que, no Brasil do passado, garantiam o sucesso".

Segundo Dilma, o Brasil já retirou 40 milhões de pessoas da faixa de pobreza, mas ainda tem uma barreira de 16 milhões de cidadãos na miséria. E a educação tem um papel importante no desenvolvimento do país: "Temos que garantir que uma grande parte do país seja de classe média, tenha oportunidades e tenha um nível de conhecimento similar ao de países desenvolvidos".

Destacando os avanços obtidos na última década, Dilma frisou que o Brasil de hoje é um país de meritocracia. "Ninguém aqui perguntou quem é o pai ou a mãe de cada um [dos estudantes premiados]. O que vemos é o esforço de cada um, ultrapassando as barreiras que a vida impôs".

A presidente ressaltou ações do governo no ensino superior, citando o programa Ciência sem Fronteiras, que vai dar 100 mil bolsas de ensino até 2014 para universitários brasileiros no exterior. "Este país tem que combater a miséria, mas também gerar ciência, tecnologia e inovação", afirmou Dilma, sobre o programa.

Na porta do Teatro Municipal, professores e funcionários de universidades públicas, de colégios federais e da Justiça culpavam a presidente pelo prolongamento da greve dos servidores. "A greve está na rua, Dilma, a culpa é sua" eram algumas das palavras de ordem dos manifestantes, que chegaram a fechar a avenida Rio Branco, importante via do centro da cidade, portando faixas e bandeiras dos partidos PCB, PSTU e PSOL.