Bancada ruralista rejeita e critica homenagem a Chico Mendes na Câmara

Mais Lidos

  • O Peru está sob estado de sítio, sendo o primeiro ato da nova presidente de extrema-direita Keiko Fujimori. X-Tuitadas

    LER MAIS
  • Vandalismo em Medjugorje: incêndio, slogans e muitas perguntas

    LER MAIS
  • A partir de pesquisa realizada no Japão, propõe-se compreender a resiliência climática como construção ética, educativa e cultural, e não apenas tecnológica. Em diálogo com a hermenêutica, é preciso cultivar a memória, a educação permanente e a participação comunitária

    Aprender a habitar a vulnerabilidade. Por que a crise climática exige uma nova filosofia da resiliência. Entrevista especial com Leonardo Marques Kussler

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 16 Outubro 2013

A bancada ruralista se recusou a dar o nome de Chico Mendes ao plenário onde funciona a Comissão da Amazônia, na Câmara dos Deputados. Os representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária, que fazem parte da comissão, criticam duramente a homenagem. Alegam que o nome do líder seringueiro é uma ‘infeliz escolha’ e que a história de Mendes ‘é uma farsa’.   

A reportagem é publicada pelo jornal Brasil de Fato, 15-10-2013.

Os principais opositores são os deputados Moreira Mendes (PSD-RO) e Paulo César Quartiero (DEM-RR).

O projeto que batiza o espaço de Chico Mendes é da deputada Janete Capiberibe (PSB-AP). Ele foi aprovado no plenário da Câmara há cinco meses. No entanto, até agora, não foram instaladas placa e foto do seringueiro, nem houve qualquer celebração, como é de praxe nesse tipo de evento. Janete disse que vai recorrer para o cumprimento da decisão no plenário da Câmara.

Chico Mendes foi assassinado na porta de casa, em dezembro de 1988, pelos fazendeiros Darly Alves da Silva e Darly Alves Ferreira, em Xapuri, no Acre. À época, Mendes reuniu indígenas, pescadores e populações ribeirinhas para a criação de reservas extrativistas e lutar contra a derrubada da floresta para dar lugar às serrarias, ao pasto e aos latifúndios de monocultura.