Japão reconhece que situação volta a se agravar em Fukushima

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22 Agosto 2013

A crise nuclear do Japão, iniciada em março de 2011 quando um tsunami destruiu os reatores da usina de Fukushima, agravou-se ainda mais ontem com o anúncio feito pela Autoridade de Regulação Nuclear (ARN) de que pode estar havendo vazamento de mais tanques de armazenamento de água radioativa.

A informação é publicada pelo jornal Valor, 22-08-2013.

Um porta-voz da ARN afirmou que a agência planeja elevar o nível de gravidade da crise de 1, "anomalia", para 3, que indica "incidente sério". Desde que três reatores explodiram em Fukushima, quando então a escala chegou ao nível 7, será a primeira vez que há um aumento no nível de alerta.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) das Nações Unidas declarou que a situação é "grave" e afirmou estar pronta a ajudar, se chamada. A vizinha China, por sua vez, se disse "chocada" com a notícia, e exortou o Japão a fornecer informações de maneira "rápida, direta e acurada".

O secretário-chefe de gabinete japonês, Yoshihide Suga, classificou a situação de "deplorável", enquanto a Autoridade de Regulação Nuclear (ARN) disse temer que o desastre - o pior desde o acidente nuclear em Chernobyl, na Ucrânia, em 1986 - tenha escapado "em alguns aspectos" à capacidade do operador de lidar com o incidente.

A operadora Tokyo Electric Power (Tepco) vem sendo criticada por não ter se preparado para o desastre e tem sido acusada de omitir a ampliação dos problemas na usina. Após meses de negativas, a Tepco recentemente admitiu que ainda havia vazamento de água contaminada no oceano Pacífico. Anteontem, a empresa reconheceu que os níveis desses vazamentos eram perigosamente altos.