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07 Abril 2014

O novo acordo climático internacional, a ser fechado na França em 2015, deve ser flexível, com compromissos voluntários feitos pelos países e uma meta global de redução de emissões de CO2 que não permita que o aquecimento supere 2°C. A opinião é de Wilma Mansveld, ministra de Meio Ambiente da Holanda, em visita ao Brasil nesta semana.

A reportagem é de Daniela Chiaretti, publicada no jornal Valor, 04-04-2014.

"Quando se começa a falar em um acordo 'legally binding' (legalmente vinculante), muitos não entendem o que significa", disse ao Valor. "Necessitamos mesmo disso? Todos os países estão investindo em sustentabilidade."

A posição holandesa, que segue o bloco europeu, diz que o acordo deve incluir aspectos econômicos e sociais e esforços de adaptação. Não pode ser algo apenas entre governos nacionais, mas incluir empresas, ONGs, cidades, sindicatos. "O acordo deve olhar para a frente e não para trás", prossegue.

A ideia de um acordo flexível é defendida por Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia. A oposição dos EUA a um acordo "legally binding" confrontava o país à Europa e ao mundo em desenvolvimento, e foi um dos motivos do fracasso da conferência de Copenhague, em 2009, mas agora a UE parece ter abraçado a ideia. Os países em desenvolvimento discordam da "flexibilidade". O Brasil defende as responsabilidades históricas - o mundo desenvolvido é responsável pelo problema e deve pagar a conta e ajudar os outros.

A Holanda tem tradição no uso de energias renováveis e quer trocar experiências. Prédios públicos de Amsterdã e a iluminação das ruas vêm de fontes limpas. Edifícios são aquecidos por energia geotérmica. A ministra veio acompanhada por um grupo de empresas. A KLM, por exemplo, tem interesse no biocombustível brasileiro. Outras criam aplicativos de celular que facilitam a mobilidade ou têm interesse na reforma de aeroportos como o de Viracopos.

O metrô de Amsterdã é movido a lixo. O país recicla 80% de seus resíduos, incinera 17% e manda para aterros só 3%. "Se vocês no Brasil puderem reciclar todo o lixo, irão reduzir o volume de CO2 em mais de 200 Mtons. Isso é o emitido por toda a economia holandesa", diz Ron Wit, assessor político.