“O Papa está semeando uma revolução das ideias”, disse Mujica

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Por: Caroline | 08 Fevereiro 2014

O presidente uruguaio, José Mujica (foto, a esquerda) elogiou nesta terça-feira o papa Francisco (foto, a direita) por expor “uma revolução das ideias” que abala os lugares comuns e que chama atenção para a falta de “solidariedade” e para a “iniquidade” no mundo.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 04-02-2014. A tradução é do Cepat.

Fonte: http://goo.gl/pfaCQ3

A igreja católica “nos surpreende com a aparição de um chefe, o seu papa atual, Francisco, que está semeando uma revolução das ideias”, comentou Mujica em sua audição semanal, na estatal radio Uruguai.

Essas ideias não são vistas na igreja “desde os tempos mais longínquos de João XXIII”, disse o presidente, e acrescentou que Francisco “está permanentemente apontando para a falta de solidariedade e para a iniquidade deste mundo”.

Francisco, o primeiro papa latino-americano, impôs seus estilo familiar, sensível e direto que tem conquistado aos católicos e a milhões de pessoas ao redor do mundo que, sem pregar nenhuma religião, simpatizam com o argentino.

Mujica leu várias passagens da primeira exortação apostólica do papa argentino “Evangelii Gaudium” (“A alegria do Evangelho”), apresentada em novembro de 2013, que convoca a dar a prioridade aos pobres.

O papa “Está levantando uma nuvem de poeira (chamando a atenção) porque está abalando um conjunto de lugares comuns” com seu discurso e suas ações, afirmou.

Mujica lembrou sua condição de não crente, mas admitiu sua “admiração política pela Igreja católica”.

Como “a qualquer coisa que o homem constrói, pode-se indicar defeitos, indicar culpas, como as que a Igreja católica têm, mas paralelamente também há um gigantesco saber (...) uma obra gigantesca”, acrescentou.

Mujica, um ex-guerrilheiro de 78 anos que leva um austero modo de vida, que lhe rendeu o título de “presidente mais pobre do mundo”, convidou aos seus patriotas a lerem o documento “não para tomá-lo como catecismo, mas para pensa-lo em profundidade”.