Os novos cardeais.As claras mudanças de Francisco, segundo teólogo austríaco

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Janeiro 2014

Na Igreja católica, os cardeais têm uma função central. São os mais diretos conselheiros do Papa, e aqueles entre eles que têm menos de 80 anos elegem o chefe da Igreja. No colégio cardinalício se evidencia, portanto, a direção político-eclesial que o Papa pretende dar à Igreja. Tradicionalmente, pertencem a este grupo os chefes de importantes organismos curiais e bispos de grandes dioceses da Igreja universal. Sob Bento XVI havia representação desproporcional de colaboradores curiais e de bispos europeus. 

O comentário é de Kurt Appel, teólogo austríaco, publicado pelo jornal Der Standart, 17-01-2014. A tradução é de Benno Dischinger.

Com o seu primeiro consistório, isto é, sua primeira nomeação de cardeais, o Papa Francisco introduziu claramente certas mudanças. Dos 16 cardeais abaixo dos 80 anos que foram nomeados – aos quais se devem acrescentar três não eleitores com mais de 80 anos – só três estão com chefia de órgãos da Cúria.

No que diz respeito ao pertencimento geográfico, os 16 neo-cardeais eleitores provêm de 13 países, entre os quais a Nicarágua, a Costa do Marfim, o Burkina Faso e o Haiti, enquanto, por exemplo, não há nomeação de estadunidenses e foram tomados em consideração apenas três chefes de dioceses europeias.

Acima de tudo, o Papa dá, deste modo, ao seu gesto um ulterior significado – geográfico -, o de ser um Papa das pessoas que vivem às margens.

Evidencia-se, no entanto, também uma nova direção político-eclesial. Até agora se tornavam cardeais quase automaticamente os bispos de dioceses importantes. O Papa Francisco interrompeu esta tradição. A coisa resultou particularmente evidente para os bispos de Veneza, Bruxelas e Turim, que – sobretudo os primeiros dois, de tendência muito tradicionalista – permaneceram sem o barrete.