Emissões da agropecuária podem ser 25% superiores ao que indica a metodologia oficial

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Novembro 2015

As emissões de gases de efeito estufa na agropecuária, os gases que contribuem para o aquecimento global, ficaram praticamente estáveis em 2014, com aumento de 1% em 2014, quando comparado ao ano anterior e representam 27% do total das emissões brasileiras.

A reportaem foi publicada por Blog Imaflora, 19-11-2015. 

Os dados, calculados com base nas metodologias do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas e do Inventário Brasileiro de Gases de Efeito Estufa, do Ministério de Ciência e Tecnologia, reafirmam a posição do estado do Mato Grosso como o líder nesse ranking, com 12% das emissões totais da agropecuária, seguido por Minas Gerais (11%) e Rio Grande do Sul (11%).

O resultado, no entanto, não contabiliza o balanço de carbono, ou seja, as emissões dos gases que provocam o efeito estufa gerados pela decomposição do material orgânico em pastagens degradadas, nem a remoção desses gases da atmosfera, por meio de boas práticas no campo e na pecuária. Levando-se em conta esse cenário, os gases que provocam o efeito estufa subiriam em 25%.

Essa estimativa foi feita pelo IMAFLORA, levando-se em conta os significativos 60 milhões de hectares de pastagens degradadas, área equivalente ao estado de Minas Gerais e com peso decisivo no sucesso de redução de metas de emissões , seja no Plano ABC ou nas Contribuições Nacionalmente Determindas, o INDC, que será apresentado na próxima Conferência do Clima, em Paris.

“O potencial da agropecuária no combate ao aquecimento global é enorme. As áreas de pastagens degradadas no país são muito grandes e, se forem recuperadas e utilizadas para expansão agropecuária, pela nossa conta, será possível reduzir as emissões em 50% neste setor, até 2030”, explica Marina Piatto, engenheira agrônoma, coordenadora da área de Iniciativa de Clima e Agropecuária, do IMAFLORA.

O estudo apresentado no 3º Seminário Anual de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa confirma o aumento das emissões na direção dos estados do Norte, sobretudo no Pará e em Rondônia. Por atividades, as que mais contribuiram para o aquecimento global em 2014 foram a pecuária de corte (60%),seguida pela pecuária leiteira, com 12% e pelos fertilizantes sintéticos, com 8%. “Com assistência técnica, atacando os gargalos e com um amplo sistema de monitoramento, podemos alcançar bons resultados. Até porque esse é um setor chave para que o governo brasileiro atinja a meta proposta de reduzir em 43% suas emissões até 2030”, lembra Ciniro Costa Filho, engenheiro químico, especializado nas questões climáticas e que participou do trabalho do IMAFLORA.

Sobre o Imaflora

O IMAFLORA é uma Organização Não Governamental, brasileira, criada em 1995, a partir dos debates sobre a importância da conservação da floresta tropical, intensificados a partir da Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente.

Trabalha para promover a conservação e o uso sustentável dos recursos naturais e para gerar benefícios sociais nos setores florestal e agropecuário.

É acreditado ao FSC® Forest Stewardship Council® (em português, Conselho de Manejo Florestal) e é certificador da Rainforest Alliance CertifiedTM/ Rede de Agricultura Sustentável, no Brasil. Tem atuação nacional e participação em fóruns internacionais, com sede em Piracicaba, interior de São Paulo. Saiba mais aqui.