Vaticano: Francisco explica expressão "quem sou eu para julgar o outro?"

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04 Março 2015

O Papa Francisco afirmou hoje no Vaticano que a frase ‘quem sou eu para julgar o outro?’ obedece a uma orientação do próprio Jesus, que determina aos católicos que não julguem nem condenem.

A reportagem foi publicada pela Agência Ecclesia, 02-03-2015.

“No Evangelho, Jesus é claro: sede misericordiosos como o vosso Pai é misericordioso. Quando alguém aprende a acusar-se a si mesmo é misericordioso com os outros: ‘Mas quem sou eu para julgá-lo, se sou capaz de fazer coisas piores?”, explicou, durante a homilia da Missa a que presidiu esta manhã na capela da Casa de Santa Marta.

Francisco observou que a capacidade de se reconhecer como “pecador” é uma virtude cristã, porque evita o discurso de desculpabilização.

“Todos nós somos peritos, somos doutores ao justificarmo-nos: ‘Eu não fui, não foi culpa minha, também não era caso para tanto’. As coisas são assim, todos temos um álibi para as nossas falhas, os nosso pecados”, observou.

O Papa alertou que o caminho mais fácil é “acusar os outros”, mas leva a “falar mal” e “matar moralmente”.

“Quando vou pela rua, passo diante da prisão: ‘Ah, estes mereciam-no’. Mas tu não sabes que se não fosse pela graça de Deus, estarias ali? Pensaste que és capaz de fazer as coisas que eles fizeram ou pior ainda?”, questionou Francisco, no habitual registro em diálogo das suas homilias matinais.

No início do tempo da Quaresma, em preparação para a Páscoa, o Papa pediu aos católicos que rezem pela “graça de aprender a acusar-se” diante de Deus, pedindo a sua “misericórdia”.