Supertufão ‘Sinlaku’ pode alterar chuvas no Sul e intensificar calor no Sudeste brasileiro

Foto: Pexels/Canva

Mais Lidos

  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Toda voz universal é divina ou totalitária. Entrevista com Adriana Cavarero

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

17 Abril 2026

El Niño pode ser impulsionado por supertufão no Pacífico e aquecimento das águas desencadear eventos extremos no país.

A reportagem é de Marcelo Moreira, publicada por Agenda do Poder, 16-04-2026.

A formação do supertufão Sinlaku no Pacífico Oeste acendeu um alerta entre especialistas e pode indicar uma mudança importante no clima global. Com intensidade equivalente à categoria 5, o fenômeno levanta a possibilidade de retorno do El Niño, que costuma alterar padrões de chuva e temperatura no Brasil.

Fenômeno extremo no Pacífico

O Sinlaku se formou rapidamente e atingiu força máxima em pouco mais de um dia, impulsionado por temperaturas da superfície do mar muito acima da média. Esse aquecimento fornece energia para ciclones tropicais e é um dos principais sinais de desequilíbrio climático.

“O fenômeno foi impulsionado por águas excepcionalmente quentes no oceano”, apontam análises meteorológicas.

Sinal de mudança no clima global

A intensidade do tufão não chama atenção apenas pelo impacto local, mas pelo que pode representar em escala global. Especialistas indicam que a formação do sistema pode estar associada a uma redistribuição de calor no Pacífico, típica da transição para o El Niño.

Esse processo ocorre quando os ventos alísios enfraquecem, permitindo que águas quentes se desloquem da região da Indonésia em direção ao centro e leste do oceano.

Redistribuição de calor no oceano

O deslocamento do calor acontece por meio de ondas conhecidas como Kelvin, que transportam energia térmica ao longo do Pacífico equatorial. Esse movimento forma uma faixa de águas aquecidas, característica do El Niño.

“Esse padrão altera a circulação atmosférica global e influencia o clima em diferentes regiões do planeta”, explicam especialistas.

Impactos no Brasil

Caso o El Niño se confirme, os efeitos no Brasil podem ser significativos. Historicamente, o fenômeno está associado ao aumento de chuvas no Sul, com risco de enchentes e temporais.

Já no Sudeste e no Centro-Oeste, a tendência é de temperaturas mais elevadas e períodos de calor intenso. No Nordeste, o cenário pode ser de redução das chuvas e maior risco de seca.

Essas mudanças afetam diretamente a agricultura, os recursos hídricos e a ocorrência de eventos climáticos extremos.

Ciclos e efeitos do El Niño

O El Niño ocorre em ciclos que variam entre três e cinco anos e faz parte de um sistema climático mais amplo, que inclui também o fenômeno oposto, a La Niña.

Enquanto o El Niño está ligado ao aquecimento das águas do Pacífico, a La Niña representa o resfriamento dessas mesmas áreas, gerando efeitos inversos.

No caso atual, os sinais observados no oceano indicam uma possível transição entre esses padrões.

Monitoramento segue em curso

Apesar dos indícios, especialistas destacam que ainda é necessário acompanhar a evolução das condições oceânicas e atmosféricas para confirmar a formação do El Niño.

O comportamento das temperaturas do mar e dos ventos nas próximas semanas será determinante para definir se o fenômeno irá se consolidar.

Leia mais