Após militares entrarem para cortes, vídeo da Marinha faz sátira contra “privilégios”

Foto: Unsplash

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03 Dezembro 2024

"Privilégios? Vem pra Marinha!", ironiza militar no vídeo, transmitido em meio a inclusão das Forças Armadas nos cortes

A reportagem é de Patricia Faermann, publicada por Jornal GGN, 02-11-2024.

Um vídeo da Marinha do Brasil, divulgado neste domingo (01), fez uma sátira às indagações de que os militares têm privilégios, e repercutiu de forma negativa junto ao governo, que recentemente incluiu as Forças Armadas nos cortes de gastos.

O vídeo institucional, de pouco mais de 1 minuto de duração, foi exibido durante a troca do Pavilhão, uma cerimônia militar de substituição da bandeira que fica na Praça dos Três Poderes, feita todo primeiro domingo de cada mês.

A peça institucional intercala momentos de lazer, como pessoas civis na praia, em praças e em festas, em comparação a esforços físicos e missões de militares da Marinha. “Vocês terão que se acostumar com uma vida de sacrifícios”, diz determinado militar no vídeo.

Postado também nas redes sociais, a Marinha informou que a peça fazia uma “homenagem” aos marinheiros e fuzileiros “que abdicam de suas famílias e dos momentos de lazer para proteger as riquezas do Brasil no mar”.

Entretanto, ao final, uma militar diz: “Privilégios? Vem pra Marinha!”, de maneira irônica.

A associação dos militares a privilégios foi exposta nas últimas semanas diante dos benefícios que as Forças Armadas têm em remunerações, pensões e despesas da máquina pública.

Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu incluir a idade mínima de 55 anos para a aposentadoria dos militares, que passam à reserva, e uma taxa de 9% sobre o tempo de serviço restante.

Atualmente, a idade para a reserva é de 35 anos de serviço, sem exigência de idade mínima.

O vídeo divulgado neste domingo foi interpretado pelo governo como uma resposta à tentativa de inclusão dos militares no corte de benefícios.

O professor de Relações Internacionais, Gilberto Maringoni, criticou duramente a peça institucional, afirmando que ela “exibe dentes” e que “mostra que militares têm vida dura enquanto civis vivem em vadiagens sem fim”.

“Tudo na estética realismo-gorila, a rosnar ameaças”, alertou. Segundo Maringoni, o poder civil deve atuar contra essa postura, “ou a democracia pagará o preço da omissão”.

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