Esquerda organiza mobilização pela democracia e por prisão de Bolsonaro

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28 Fevereiro 2024

Em reunião, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, junto com movimentos como União Nacional dos Estudantes (UNE), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e as siglas PT, PCdoB e Psol, reafirmaram a necessidade de mobilização em 24 de março a favor da democracia e pedindo a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O último tópico do ato é uma espécie de resposta à manifestação bolsonarista do último domingo (25).

A reportagem é de Pedro Sales, publicada por Congresso em Foco, 27-02-2024.

Marcado desde o Seminário Conjunto das Frentes, que aconteceu no início de fevereiro, o Dia Nacional de Mobilização, além de estabelecer a defesa da democracia em data alusiva aos 60 anos do início do Regime Militar (1964-1985), também terá em pauta um pedido de prisão para o ex-chefe do Executivo. A inserção desta demanda à manifestação se deu a partir dos desdobramentos da Operação Tempus Veritatis, que apura tentativa de golpe de Estado por Bolsonaro e ex-ministros.

A vice-presidente da UNE Daiane Araújo explica que é fundamental associar a memória da ditadura com a punição para golpistas. “Estamos convocando um dia nacional de mobilização no dia 24. Mas a data já estava prevista mesmo antes do ato bolsonarista ser convocado, como um dia de luta em defesa da democracia. Neste ano faz 60 anos do golpe de 64 e achamos que é fundamental vincular a pauta da verdade, memória e justiça com a punição dos golpistas”.

Os organizadores do ato devem lançar um manifesto em defesa da democracia. Na última semana, parlamentares, autoridades e representantes da sociedade civil, lançaram um manifesto intitulado “O Brasil escolheu a Democracia”. O documento contou com mais de 120 assinaturas de representantes da sociedade civil, incluindo a UNE, o MST, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Além do pedido de prisão aos investigados pela Polícia Federal, as frentes também reforçaram os atos previstos no seminário para compor o calendário de “um março de lutas”. Conforme síntese disponibilizada pelos organizadores, o grupo pretende intensificar mobilizações em todo Brasil no Dia Internacional das Mulheres, 8 de março, e pedir Justiça por Marielle Franco, vereadora assassinada em 14 de março de 2018. O crime completa seis anos em 2024.

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