Desmatamento no Cerrado bate recorde no primeiro semestre

Foto: Marcelo Camargo | Agência Brasil

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05 Julho 2023

Entre janeiro e junho, bioma perdeu área equivalente à cidade de Cuiabá, oitava maior capital do país, em termos territoriais. Queimadas também cresceram.

A reportagem é de Fernanda Soares, publicada por ((o))eco, 04-07-2023.

Dados preliminares do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam novo recorde de desmatamento no Cerrado durante o primeiro semestre de 2023. Entre 1º de janeiro e 24 de junho – data da última aferição do INPE – foram gerados alertas para 4.114 km², área equivalente à cidade de Cuiabá, a oitava maior capital do país em termos territoriais.

A cifra é a maior da série histórica do INPE para o bioma, iniciada em 2019.

Desmatamento no Cerrado no primeiro semestre (Fonte: ((o))eco | Reprodução)

Segundo a Sala de Situação, outra ferramenta de dados geográficos do INPE, ao menos nos últimos três meses o desmatamento ficou concentrado nos estados do Maranhão, Bahia e Tocantins, respectivamente.

Queimadas acima da média

Além do desmatamento, o bioma também manteve altos números de focos de calor.

De janeiro a junho de 2023, o número de focos computado pelo INPE foi praticamente igual ao ano anterior: 10.331 focos este ano, contra 10.869 em 2022.

Em quatro desses seis meses, no entanto, o número de focos foi maior que o período anterior e, em todos eles, acima da média para o mês.

Tocantins, Maranhão e Mato Grosso aparecem nos primeiros lugares do ranking de estados com maior número de focos.

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