Pastoral Popular Luterana contesta visão de Braga Neto sobre a Revolução de 64

Foto: Divulgação / PPL

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

07 Abril 2022

 

A nota do Ministério da Defesa que compara a ditadura a um processo democrático “é totalmente infundada e mentirosa”, diz Carta da Pastoral Popular Luterana (PPL), comentando a manifestação do ministro Braga Neto por ocasião da passagem do aniversário da Revolução de 31 de Março. “A Ditadura, ao contrário do que proclamam seus porta-vozes atuais, defendeu e implementou a violência contra os próprios brasileiros e brasileiras”.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

A PPL frisa que “a morte e perseguição política é a morte da ética e de qualquer resquício do Estado Democrático de Direito”. E acrescenta: “Não há nenhuma possibilidade de se comparar a Ditadura com um processo democrático. A memória verdadeira de nossa história tem nomes e sobrenomes, que são justamente as centenas de vítimas mortas ou desaparecidas pelo regime civil-militar imposto a ferro e fogo”.

 

A Ditadura de 1964 “fechou o Congresso Nacional e instituições que defendiam o Estado Democrático de Direito. Solapou as liberdades, censurou, perseguiu e matou aqueles e aquelas que se opunham ao regime totalitário e violento”, lembra a nota da PPL, sob o título “Nunca mais!”.

 

Não ficou de fora da Carta Pastoral as “ações criminosas no Ministério da Educação”, diante da qual “não podemos ficar omissos e calados diante do que fazem esses adoradores de bezerros de ouro, que buscam enriquecer com o dinheiro público que deveria ser usado nas escolas brasileiras com nossas crianças e jovens. Não por acaso, milhares de escolas públicas viram sumir os alimentos da agricultura familiar que lhes chegava com as verbas da Merenda Escolar, o que compromete a saúde e a vida de milhões de crianças país afora”.

 

A Pastoral conclama as pessoas cristãs de todas as igrejas a nesse tempo de Paixão e Páscoa seguir o caminho de Jesus, como descrito pelo profeta Miquéias: “o Senhor pede de ti: que pratiques a justiça e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus”.

 

Leia mais