Malafaia consulta “datacéu” para falar de voto evangélico

Silas Malafaia em visita a Jair Bolsonaro | Foto: Isac Nóbrega/PR

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

24 Fevereiro 2022

 

Contrariando os principais órgãos de pesquisa, o líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, pastor Silas Malafaia, afirmou, em entrevista para o portal Metrópoles, que evangélicos que estão com Moro, Ciro e com Lula não representam 1%. “Sei quem é quem no mundo evangélico”. Os apoiadores desses candidatos “são famosos zé-ninguém. Fico dando gargalhada”, debochou.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Para chegar ao 1% dos evangélicos apoiadores de candidatos que poderão enfrentar Jair Messias Bolsonaro, Malafaia deve ter como fonte, quem sabe, um “datacéu” só dele. “Nós representamos 32% do eleitorado. Só que os sistemas e os meios que (presidenciáveis) estão usando não são meios para conquistar. Estão enganados e vão quebrar a cara”, assegurou.

 

“Você não conquista evangélicos com meia dúzia de palavras. Você conquista com sua história. Não adianta o Moro chegar agora, sendo que foi ministro da Justiça e nunca falou nada de aborto. Mesma coisa é o Ciro Gomes, que tem posturas ideológicas que não têm nada a ver com cristianismo. Mesma coisa é o Lula, que falou que igrejas eram responsáveis pelo aumento do coronavírus, cujo partido defende valores que vão contra nossos valores e princípios”, explicou Malafaia na entrevista.

 

Cabo eleitoral do presidente da República, Malafaia lembrou que há 20 anos Bolsonaro defende posicionamentos evangélicos, e por isso ele tem um grande número de eleitores nessa fatia de eleitores.

 

Nos Estados Unidos, o pastor Mike Huckabee, ex-candidato à presidência da República, alertou, em podcast, que o avanço das pautas ligadas à esquerda caracteriza “o distanciamento de Deus”. Ele entende que a transformação político-cultural que constata no continente americano vai muito além do embate ideológico entre esquerda e direita, mas envolve o relacionamento da sociedade com Deus.

 

A esquerda, analisou, enfatiza políticas coletivistas, o que norteia a ideologia comunista, onde o poder do Estado não é centrado nos indivíduos, mas nos grupos. “O que estamos vendo agora é um movimento rápido em direção à noção de que eu realmente não sou um indivíduo. Não sou uma criação específica de um Deus Todo-Poderoso, que me fez para um propósito. Sou apenas um pedaço da minha existência para o propósito de benefício do Estado, e minha existência é amplamente utilitária, e não pessoal”, justificou.

 

Um dos problemas do coletivismo, prosseguiu Huckabee, é que ele termina sendo usado como ferramenta de controle por parte do Estado, já que os indivíduos, incluindo os seus direitos, crenças e valores, se tornam apenas um pedaço da existência. Ou seja, ser de esquerda é pecado.

 

Leia mais