O pacto entre traficantes e milicianos evangélicos proibindo religiões afro-brasileiras no Rio

Foto: Reprodução de Frame do vídeo | YouTube

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Janeiro 2021

Em vídeo, o professor de História Contemporânea, Francisco Teixeira, explica o novo poder das milícias.

A reportagem é publicada por Jornal GGN, 14-01-2021.

poder da milícia, que se uniu ao tráfico no “Complexo de Israel”, conglomerado de comunidades da zona norte do Rio de Janeiro, é abordado pelo professor de História Contemporânea, Francisco Teixeira, em entrevista ao programa Planeta Azul. Os grupos criminosos se auto intitulam evangélicos e agora proíbem a prática de religiões afro-brasileiras em seus domínios.

Um inquérito da Polícia Civil do Rio, obtido pelo Globo nos primeiros dias de 2021, revelou o tal pacto fechado entre traficantes e milicianos do Quitungo, em Brás de Pina, para integrar a quadrilha e a comunidade ao “Complexo de Israel”, que já abrangia Vigário Geral, Parada de Lucas e Cidade Alta.

O acordo, que prevê a união das quadrilhas em invasões a favelas dominadas pela maior facção do tráfico do Rio, rival de ambas, também foi posto sobre novas regras pelos evangélicos, que proíbem a prática de religiões afro-brasileiras, com medidas que vão desde a expulsão de pais e mães de santo das comunidades, até a proibição de que moradores usem roupas brancas, cor usualmente vestida por praticantes do candomblé.

Ainda, no “Complexo de Israel”, os traficantes usam símbolos do Estado de Israel, como a bandeira do país e até a Estrela de Davi, para demarcar o seu domínio. Uma teoria prevalente em algumas correntes evangélicas, particularmente as neopentecostais, prega que a criação do Estado de Israel foi o prenúncio da volta de Jesus Cristo.

Entenda o novo poder, a milícia:

 

Leia mais