Papa reza pela Nicarágua após atentado à catedral

Capela da catedral de Manágua incendiada. Foto: Arquidiocese de Manágua

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03 Agosto 2020

Dois dias depois que um explosivo foi jogado contra a Catedral de Manágua, a capital da Nicarágua, destruindo um antigo crucifixo, o Papa Francisco disse lamentar a perda de tesouros espirituais inestimáveis e que está rezando pelo país.

A reportagem é de Elise Ann Allen, publicada em Crux, 02-08-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Falando aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro durante o seu discurso dominical no Ângelus, o Papa Francisco disse que seus pensamentos se voltam “para o povo da Nicarágua, que sofre pelo atentado contra a Catedral de Manágua, onde foi muito danificada, quase destruída, a imagem tão venerada de Cristo, que acompanhou e sustentou durante os séculos a vida do povo fiel”.

“Queridos irmãos nicaraguenses, estou próximo de vocês e rezo por vocês”, disse ele.

Os comentários de Francisco vieram depois que um homem jogou um coquetel molotov dentro da Catedral de Manágua na sexta-feira, alvejando um crucifixo de quase 400 anos de idade, referido como “o Sangue de Cristo”.

Segundo relatos, o homem passou cerca de 20 minutos dentro da catedral antes de gritar: “Eu venho pelo Sangue de Cristo” e jogou o coquetel dentro da capela que abriga o crucifixo.

O incidente é o mais recente de uma série de ataques a igrejas nas últimas semanas, em meio a profundas tensões entre os bispos da Nicarágua e o presidente Daniel Ortega e sua esposa Rosario Murillo, que atua como vice-presidente do país.

Os levantes contra o governo na Nicarágua começaram em 2018, e, nos anos subsequentes de sublevação, bispos, igrejas e instituições de caridade católicos do país têm sido alvos contínuos.

Em um comunicado após o incidente de sexta-feira, o cardeal Leopoldo Brenes, que supervisiona a Arquidiocese de Manágua, chamou o ataque de “ato de sacrilégio e profanação” com o objetivo de “amedrontar a Igreja em sua missão evangelizadora”.

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