Papa aos bispos dos EUA: “Não haverá nenhuma reviravolta sobre os padres casados”

Papa Francisco reunido com bispos dos EUA no Vaticano. Foto: Vatican News

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Fevereiro 2020

Foi o que relatou a agência de notícias dos prelados estadunidenses. A exortação foi entregue por Francisco no fim de dezembro.

A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por Vatican Insider, 11-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Francisco não se abre aos padres casados. Não haverá reviravoltas nesse sentido na exortação apostólica pós-sinodal intitulada “Querida Amazônia”, que será publicada nesta quarta-feira, 12.

O Papa disse isso nessa segunda-feira, 10, a um grupo de bispos dos EUA, como relata a agência de notícias dos mesmos prelados dos EUA, Catholic News Service.

Suprir a carência de padres nas regiões remotas da Amazônia poderia ser uma possibilidade sobre a qual se poderá refletir eventualmente no futuro. Não agora. Foi essa a impressão que dom Oscar A. Solis, bispo de Salt Lake City, teve sobre as intenções do papa Bergoglio.

De qualquer forma, nesta quarta-feira será divulgado o documento oficial do pontífice após o Sínodo para a Amazônia de outubro.

As informações que vazam do outro lado do Rio Tibre indicam que o papa Francisco entregou o texto no fim de dezembro. Portanto, ele já o havia concluído quando explodiu o caso do livro do cardeal Robert Sarah com Joseph Ratzinger em defesa do celibato dos padres. Um texto, com o suspense em torno da assinatura do papa emérito, considerado por muitos no Vaticano como “inoportuno”, porque se prestava como instrumento para condicionar a decisão de Francisco.

Como sempre, a próxima etapa foi a releitura por parte da Congregação para a Doutrina da Fé e, paralelamente, do teólogo da Casa Papal. Depois, começou o trabalho das traduções para várias línguas. O dia 2 de fevereiro, data de assinatura da exortação, foi o dia do “imprima-se”.

Leia mais