Morreram de fome no convés de um barco. A trágica travessia de quinze etíopes que partiram de Djibuti para o Iêmen

Um barco superlotado com refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa pelo Mediterrâneo. Imagem de 2014, feita por um fotógrafo a bordo do San Giorgio, um navio da Guarda Costeira Italiana. | Foto: ONU/ACNUR/Alfredo D’Amato

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02 Agosto 2019

Pelo menos quinze migrantes etíopes morreram de fome e sede após uma falha no motor que ocorreu no barco no qual eles tentavam atravessar o Golfo de Áden, partindo de Djibouti para o Iêmen. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) informou em um twitter: "Mais de 90 migrantes etíopes ficaram presos em um barco por uma semana sem comida ou água, pelo menos 15 deles perderam suas vidas". Segundo a agência da ONU, além das mortes por sede e fome, alguns migrantes teriam se afogado. Alguns dos sobreviventes chegaram ao Iêmen em circunstâncias ainda pouco claras, mas alguns deles morreram antes de conseguir assistência médica. A OIM também acrescentou que forneceu assistência aos sobreviventes, mas não lhe foi possível localizar quantos teriam conseguido chegar ao Iêmen.

A reportagem é publicada por L'Osservatore Romano, 01 a 02-08-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

A rota migratória que impele cada vez mais habitantes do Chifre da África para tentar a travessia do Golfo de Áden é extremamente perigosa. Além disso, a instável situação política no Iêmen e a fome representam perigos certeiros para aqueles que tentam escapar tentando alcançar os países mais ricos do Golfo.

Migrantes do Chifre da África passam pelo Djibouti antes de embarcar na perigosa travessia marítima em direção a Aden. De lá, eles geralmente tentam ir para os países ricos do Golfo em busca de um emprego.

Segundo a ONU, mais de 150 mil pessoas chegaram ao Iêmen no ano passado, apesar do conflito que assola o país.

(Mapa: Reprodução)

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