Allahu Akbar, Adonai e Ave-Maria cantadas em uníssono diante do rei Mohammed VI e do Papa Francisco

Papa Francisco e o rei Mohammed VI. Foto: Vatican News

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17 Dezembro 2023

Um concerto que promove a fraternidade entre as três religiões monoteístas.

A reportagem é de Anaïs Lefébure, publicada por Huffington Post, 30-03-2019. A tradução é de André Langer.

Belo momento de diálogo inter-religioso. Por ocasião da chegada do Papa Francisco neste sábado, 30 de março, a Rabat, a Orquestra Filarmônica do Marrocos (OFM) interpretou um arranjo um pouco especial. Artistas representando as três religiões monoteístas cantaram em coro diante do rei Mohammed VI e do Papa Francisco, no auditório do Instituto Mohammed VI de Formação de Imãs Morchidines e Morchidates.

Acompanhados pela OFM e com Dina Bensaïd ao piano, a cantora Caroline Casadesus, filha do maestro da orquestra, Jean-Claude Casadesus, interpretou a Ave-Maria de Caccini, acompanhada pelo muezim Smahi Harrati, que cantou o convite à oração muçulmana (Allahu Akbar), ao lado da cantora Françoise Atlan, que entoou a oração judaica (Adonai). Os três cantores concluíram o concerto de mãos dadas, como podemos ver no vídeo abaixo:

Esta obra musical faz parte de uma série de concertos lançados pela OFM em 2016 e chamados de “Religiões em uníssono”. “A ideia é mostrar que a música pode aproximar povos de diferentes culturas e religiões. Já tocamos no Marrocos várias vezes, mas também em 2017, em Paris, na igreja de Saint-Germain”, explica para o HuffPost Maroc Caroline Saunier, vice-diretora da Fundação Tenor para a Cultura, criada pela OFM.

Este concerto, que teve uma audiência de várias centenas de estudantes imãs morchidates (pregadores) do Marrocos e da África Subsaariana, e várias personalidades políticas e religiosas como o conselheiro do rei André Azoulay e o bispo de Rabat, dom Cristóbal López Romero, encerrou a visita do Papa Francisco ao Instituo de Formação de Imãs, após sua alocução na esplanada da Torre Hassan.

Antes do concerto, os dois soberanos participaram de uma sessão de apresentação do instituto, do discurso do ministro da Promoção e dos Assuntos Islâmicos e de dois estudantes do instituto, uma nigeriana e um francês. Todos enfatizaram a necessidade de promover a fraternidade entre as religiões e os valores da tolerância e do “viver juntos” para lutar contra o extremismo religioso.

O instituto, inaugurado em 2015, conta atualmente com mais de 1.300 estudantes marroquinos e estrangeiros, incluindo senegaleses, marfinenses, nigerianos, gaboneses e franceses. Em breve, acolherá também estudantes do Níger e da Tailândia.

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