Migrantes no Mediterrâneo, recorde de vítimas em setembro: 20% morreram ou desapareceram

Foto: Marina Militar Itália/Reprodução Twitter

Mais Lidos

  • Leão XIV proclama o segredo mais bem guardado da Igreja Católica em ‘Magnifica Humanitas’. Artigo de Thomas Reese

    LER MAIS
  • ​Prevenção da violência, enfrentamento da criminalidade e recuperação de jovens em conflito com a lei dependem de políticas que ultrapassem o punitivismo penal, defende o advogado

    Redução da maioridade penal e a lógica punitivista: “A segurança pública não será alcançada apenas por meio do aumento da punição”. Entrevista especial com Alexander Rodrigues de Castro

    LER MAIS
  • Horas antes do cisma ser finalizado, Pagliarani responde ao Papa: "Não somos cismáticos, somos o remédio de que a Igreja precisa"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

03 Outubro 2018

No Mediterrâneo onde não há mais nenhum dispositivo de socorro e os resgates só são confiados às eventuais intervenções da guarda costeira da Líbia, setembro foi o mês com a maior taxa de mortalidade já registrada: quase 20% dos que partiram em setembro resultam mortos ou desaparecidos.

A informação é de Alessandra Ziniti, publicada por La República, 01-10-2018. A tradução é de Luisa Rabolini

O relatório atualizado do ISPI (Instituto de Estudos de Política Internacional) informa que, em termos absolutos, pelo menos 867 migrantes morreram ou desapareceram nos últimos quatro meses, na rota da Líbia. Olhando para todo o Mediterrâneo central (incluindo pessoas que saíram da Tunísia), resultam mortos ou desaparecidos quase 970 migrantes.

"É um número equivalente a 8,1 mortes por dia. Mais do que o dobro do período das políticas Minniti (3, 2 mortes por dia), e não muito longe das 12 mortes por dia registradas nos 12 meses anteriores ao declínio dos desembarques, quando da Líbia partiam quase 17.000 migrantes por mês em vez dos pouco mais de 3.000 por mês do governo Conte – explica o pesquisador Matteo Villa. Nestes quatro meses, a taxa de mortalidade foi de 6,8%, mais que o triplo a taxa de mortalidade média do Mediterrâneo central em 2014-2017 (2,1%). Em comparação, o período das “políticas Minniti" (julho de 2017 - maio de 2018) havia registrado uma taxa de mortalidade idêntica à de anos anteriores (2,1%)”.

Leia mais