Vistoria aponta que quase 11 mil pessoas vivem em imóveis abandonados na capital paulista

Foto: Agência Brasil

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • A encíclica do Papa Leão XIV chega em boa hora: a inteligência artificial levanta questões que só a religião pode responder

    LER MAIS
  • A preocupação aumenta com o surto de Ebola no Congo: "Está fora de controle, tememos que ultrapasse as fronteiras"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

09 Agosto 2018

Dos 75 edifícios vistoriados pela prefeitura, 51 estão ocupados. São quase 11 mil pessoas vivendo em imóveis abandonados pelos proprietários. A maioria deles, 37, são propriedades particulares. Os outros 16 são prédios públicos, como o Wilton Paes de Almeida que desmoronou há três meses.

A reportagem é de Eliane Gonçalves, publicada por Radioagência Nacional, 08-08-2018.

São Paulo – Integrantes da Frente de Luta por Moradia ocupam prédio na Rua Ipiranga, região central (Rovena Rosa/Agência Brasil)Rovena Rosa/Agência Brasil

29 dos 51 edifícios estão vinculados a movimentos sociais de moradia que conseguem garantir estruturas como brigadas de incêndio e manter rotas de fuga desobstruídas. Desses, 11 prédios já podem ser transformados em moradia popular.

Já entre os imóveis particulares, 10 estão em processo de reintegração de posse e as famílias podem ser retiradas a qualquer momento. Para outros 27 imoveis, a prefeitura ainda estuda o que vai ser feito.

Do total de edifícios, dois vão ter que ser interditados nos próximos dias. São prédios que não poderiam ter condições de segurança mesmo com a intervenção imediata da prefeitura.

Cerca de 100 famílias vão ser atingidas e depois que deixarem os prédios, passam a receber o auxílio aluguel no valor de R$ 400 por mês pelo período de um ano.

A avaliação feita pela prefeitura é de que a situação é menos crítica do que se imaginava. Já os movimentos de moradia olham com desconfiança para a conclusão e questionam a solução transitória que vai ser dada para as famílias, como explica Sidnei Pita, da coordenação nacional da União dos Movimentos de Moradia.

No último dia 13, um prédio foi interditado pela prefeitura. 79 famílias tiveram que deixar o lugar conhecido como caveirão. A prefeitura anunciou que faria as vistorias nos prédios em primeiro de maio, dia que o edifício desmoronou no centro de São Paulo. Sete pessoas morreram no desastre. Outras duas seguem desaparecidas.

Leia mais