Francisco revela que dedica as sextas-feiras para se reunir com vítimas de abusos sexuais

Papa Francisco (Fonte: Flickr)

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

16 Fevereiro 2018

O Papa Francisco revelou que, habitualmente, dedica a sexta-feira, “ainda que às vezes se saiba e outras não”, para se encontrar com vítimas de abusos por parte do clero.

A reportagem é publicada por RPP, 15-02-2018. A tradução é do Cepat.

Francisco fez esta revelação durante uma conversa com jesuítas, em sua recente viagem ao Chile, a respeito da qual são publicadas, hoje, algumas passagens no jornal Corriere della Sera.

Os casos de pedofilia são “a maior desolação que a Igreja está sofrendo. Isto nos leva à vergonha. A vergonha é uma graça muito ‘inaciana’ (de Inácio de Loyola) e, portanto, a tomemos como uma graça e nos envergonhemos profundamente”, disse.

A conversa do Papa é publicada no número da revista da Companhia de Jesus, Civiltà Cattolica, e o diretor da mesma, Antonio Spadaro, publicou algumas passagens no Corriere della Sera. ( Nota de IHU On-Line: A íntegra da conversa pode ser acessada, em espanhol, aqui)

“É horrível. É necessário escutar o que prova um abusado ou abusada (...). Seu processo é duríssimo. Ficam aniquilados”

O Papa rememorou, diante dos jesuítas, que em um 24 de março em Buenos Aires, quando são lembrados os desaparecidos da ditadura na Praça de Maio, ao cruzar a rua olhou a uns pais que diziam a seu filho, de uns dois ou três anos, “tenha cuidado com o pedófilo”.

“Que vergonha senti. Não se deram conta que era o arcebispo, mas eu era um sacerdote e que vergonha senti”, explicou.

Destacou que, às vezes, recorda-se, “como se fosse um prêmio de consolação”, que 70% dos casos de pedofilia são no âmbito familiar, depois, em piscinas e ginásios, e a porcentagem na Igreja é de 2%, mas que “é terrível, mesmo que fosse apenas a um destes irmãos”.

Leia mais