Quarta semana do Advento: Vem, Senhor Jesus!

Ilustração: Cerezo Barredo

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

20 Dezembro 2017

24.12 – Quarto Domingo do Advento

Texto: Lc 1, 26-38: “Alegra-te cheia de graça, o Senhor está contigo”.

O “sim” de Maria não representa apenas um ato de submissão à vontade de Deus (por meio do anjo), mas um consentimento ativo e responsável.

O diálogo do anjo Gabriel com a Virgem Maria se articula em três momentos: a saudação e a mensagem, o anúncio da maternidade messiânica, e a revelação da divina maternidade no anúncio. Maria coloca uma dificuldade. Como acontecerá isso? Ela conceberá por obra do Espírito Santo, fonte de vida, que vai descer sobre Maria, e o pode de Deus Altíssimo vai cobri-la com a sua sombra.

O Evangelho de hoje procura explicar como Jesus, nascido de maneira misteriosa de Maria, é Filho de Deus, o Messias. Tudo isto mostra que Deus quer salvar os homens por meio dos homens. Como Maria, na Anunciação, aceitou a mensagem de Deus.
Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é divino. Ele vai nos ensinar o Projeto de Deus para que sejamos todos livres e vivos, a fim de nos tornarmos o que Deus deseja> O nome “Jesus” significa “Deus salva”.

Maria é aquela que contribuiu de maneira decisiva para a libertação do povo de Deus. Ela interfere positivamente na nova criação em Cristo mediante o Espírito Santo.

Jesus não é apenas um filho da história humana. Ele é o Filho de Deus. Sua mãe é humana. Seu pai é Deus (Espírito Santo) e José exerce o papel de pai adotivo.


25.12 – Segunda-Feira

Texto: Lucas 2 ,1-14: Natal, encontro vivo com o Filho de Deus!

A mensagem cristã não é uma ideologia, mas sim um acontecimento: Jesus Cristo. Esse acontecimento tem duas dimensões: o fato concreto bem humilde, concentrado no sinal do recém-nascido envolto em panos, e o alcance cósmico desse fato, simbolizado pelo canto dos anjos: Glória a Deus nas alturas e paz aos homens na terra.
Celebrar o Natal é comprometer-se com essa glória, que envolve as condições mais sublimes ou mais humildes da existência e da atividade dos homens, e também com essa paz, que é o gozo da fraternidade e o fruto da justiça nas relações entre os homens.

 

26.12 – Terça-Feira

Texto: Mt 10, 17-22: Tomai cuidado com os homens.

As palavras de Jesus neste texto de hoje são proféticas. Ele nos anuncia aquilo pelo qual os cristãos de alguns lugares estão passando hoje: incompreensão, contradição e perseguição.

O destino do discípulo de Jesus é o mesmo do Mestre. Jesus foi rejeitado pelos grupos dos

fariseus como inimigos da ordem querida por Deus. O mesmo acontecerá com os discípulos.
Um discípulo de Jesus tem como tarefa testemunhar o Mestre, na pobreza, na simplicidade, na humildade, com toda a coragem e clareza, em todas as circunstâncias.

A força do discípulo está no Espírito que o inspira e o fortalece até o fim. Com Cristo, todo cristão é um sinal de contradição.

 

27.12 – Quarta-Feira

Texto: Jo 20,2-8: "Entrou também o outro discípulo que havia chegado primeiro ao sepulcro. Viu e creu."

Quem foi São João? Filho de Zebedeu, irmão de Tiago, o Maior, discípulo de João Batista, foi um dos primeiros a passar para o seguimento de Jesus. E o discípulo predileto, que, na Última Ceia, reclinou a cabeça no peito de Jesus.

Testemunha da transfiguração e da agonia de Jesus, esteve presente ao pé da cruz, onde Jesus lhe confiou a Mãe. Junto com Pedro, viu o sepulcro vazio e acreditou na ressurreição do Senhor. Foi evangelista, escreveu o quarto Evangelho, no qual penetra profundamente no mistério do Verbo feito homem, cheio de graça e de verdade.

Exilado na ilha de Patmos, foi arrebatado em extase no dia do Senhor, quando teve as visões que descreveu no Apocalipse, último livro do Novo Testamento (cf. Missal Romano).

 

28.12 – Quinta-Feira

Texto: Mt 2, 13-18: O novo Éxodo.

Todo o relato se desenvolve num duplo clima: de um lado a perseguição da qual Jesus e objeto; e do outro a constante presença de Deus serve-se de seu mensageiro e dos sonhos para avisar a Jose que continua sendo o protagonista dessa história.

Alguns detalhes deste texto relembram o inicio da vida de Moisés: a matança das crianças inocentes, a fuga do jovem Moisés, porque o faraó queria eliminá- lo, e o seu regresso para o Egito quando já morreram aqueles que queriam matá-lo. Por meio de todas essas referências, Jesus aparece como um novo Moisés, que ensinará uma nova lei a um novo povo de Deus.
Os inocentes nos dão testemunho de Jesus Cristo, não com palavras, mas com o seu próprio sangue.

 

29.12 – Sexta-Feira


Texto: Lc 2, 22-35: Agora, Senhor, segundo a tua promessa, deixas teu servo ir em paz.

No templo de Jerusalém, o velho Simeão pôde cantar seu cântico de despedida, porque seus olhos viram a salvação que Deus preparou para todas as nações, a luz que brilhará para os pagãos e para a glória de Israel. Agora ele pode partir em paz, como Deus lhe tinha prometido. Ele vê o menino, vê seus pais, vê uma espada que traspassa a alma de Maria, sua mãe. Vê no menino um sinal de contradição para muitos em Israel, cujos pensamentos serão revelados, caindo uns, reerguendo-se outros.

 

30.12 – Sábado - Repetição

A oração de cada sábado consiste no exercício chamado de repetição. Trata-se de aprofundar aquilo que rezei durante a semana. Santo Inácio diz: Não é o muito saber que satisfaz a pessoa, mas o sentir e saborear as coisas internamente [EE 2]. Por isso não é apresentada uma nova matéria de oração para este dia. Faço, pois, a oração, a partir do texto ou moção que mais me consolou ou que mais me desolou na semana que passou.