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19 Dezembro 2016

Há quem nos EUA já está convencido; somente espera a hora e se fundamenta em dados certos. O cardeal goza, sem dúvida, de grande simpatia em determinados ambientes do catolicismo americano E ele está muito consciente disso.

A reportagem é de Francesco Strazzari, publicada por Settimana News, 16-12-2016. A tradução é de IHU On-Line.

Raymond Leo Burke nasce em Richard Center (Wisconsin) no dia 30 de junho de 1948. Frequenta o Holy Cross Seminar da pequena diocese de La Crosse (Wisconsin), e estuda na Catholic University of America de Washington. Depois estuda em Roma, na Gregoriana, onde permanece até a ordenação sacerdotal (29-06-1975).

Na Gregoriana obteve o doutorado em Direito Canônico, em 1984.

Na sua diocese nos EUA, ele é destinado à catedral de La Crosse, onde torna-se “moderador da cúria” e por isso vice-chanceler.

Em 1994, João Paulo II o nomeia bispo de La Crosse. A sagração episcopal ocorre no dia 6 de janeiro de 1995 presidida pelo próprio papa Wojtyla. No dia 2 de dezembro de 2003 é nomeado arcebispo metropolita de Saint Louis. Ele deixa a arquidiocese no dia 27 de junho de 2008, quando o papa Bento XVI o nomeia prefeito do Supremo Tribuna da Signatura apostólica e presidente da Corte de Cassação da Cidade do Vaticano.

Foi criado cardeal no consistório do dia 20 de novembro de 2010.

No dia 8 de novembro de 2014 o papa Francisco o desloca da Signatura nomeando-o patrono da Soberana Ordem de Malta.

Burke se ofendeu profundamente. Nem a sucessiva nomeação como membro da Congregação para a causa dos santos, em 2015, o acalmou.

A voz de Burke

Burke sempre fez com que se falasse dele. Na pequena diocese de La Crosse construiu uma enorme igreja e um santuário dedicado à Nossa Senhora de Guadalupe, sem poupar recursos e recebeu numerosas crítica.

Em Saint Louis foi duramente contestado pela maneira despótica de conduzir a arquidiocese. A poderosa rede católica Eternal Word Television Network (EWTN) apoiou-o incondicionalmente. Os programas de EWTN cobrem virtualmente o mundo inteiro com uma ampla audiência – com grande satisfação – por parte dos conservadores católicos. A emissora é a voz de Burke e continua ser a voz daqueles que não apreciam os gestos e as instruções do papa Francisco, que não goza, certamente, de boa consideração. O papa é qualificado como “não ortodoxo”.

Pressões crescentes

Ao contrário, o cardeal Burke é apresentado como “modelo” dos bispos “ortodoxos”. Recentemente – a notícia é fornecida por uma comunidade monástica de Wisconsin, que faz campanhas para rezar pela “conversão” de Burke – o novo cardeal Tobin descreveu a situação falando de uma “balcanização” da Igreja nos EUA.

Já está em ato a conta dos bispos ortodoxos e dos não ortodoxos. E aumenta a pressão para que Burke assuma abertamente a liderança dos bispos “ortodoxos”. Em vários mosteiros, casas religiosas e paróquias são feitas orações particulares pelo papa Francisco, que acaba de celebrar seus 80 anos.