Subsídio da Rede Ecumênica da Água: "Ainda há tempo"

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07 Setembro 2016

"A água, o alimento e a justiça climática são a chave para um futuro sustentável." Essa foi uma das principais mensagens do Ecumenical Water Network do Conselho Mundial de Igrejas (CMI) durante os trabalhos da assembleia geral da Aliança das Igrejas Presbiterianas e Reformadas da América Latina (Aipral), realizada em São Paulo, Brasil.

A reportagem é do jornal L'Osservatore Romano, 04-09-2016. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Como parte do trabalho sobre as mudanças climáticas e o acesso à água potável, a Aipral preparou um novo instrumento pedagógico: trata-se de um livro intitulado "Ainda há tempo" [disponível aqui, em português].

O texto visa a inspirar as reflexões sobre como a criação de Deus é influenciada pelas práticas humanas, pelo consumismo, pela ganância e pela falta de responsabilidade em relação ao dom de uma casa comum.

Do ponto de vista da fé cristã, o livro "Ainda há tempo" aborda questões como a água, as mudanças climáticas, a natureza como criação de Deus, a saúde ambiental, a segurança alimentar, a biodiversidade, a ecoteologia também evidencia as sugestões que a fé cristã pode oferecer nos momentos de crise.

A nova publicação é o resultado de inúmeros debates e encontros realizados nos últimos anos na América Latina, incluindo a consulta sobre o tema "Justiça climática e água", durante a qual a copresidente da rede ecumênica do CMI, Veronica Flachier, desempenhou um papel ativo.

"Para nós, como Igrejas reformadas – explicou Gabriela Mulder, que presidiu as consultas da Aipral – é indispensável trabalhar pela justiça climática. Não podemos negar, como cristãos, que esse problema não é uma prioridade e uma responsabilidade. Esperamos que o novo guia possa ser de ajuda para responder a esse problema como comunidade de fé."

Também por ocasião da conferência de Estocolmo, organizada para celebrar a Semana Mundial da Água e que terminou na sexta-feira passada, Dinesh Suna, membro do CMI, reiterou que, "como Igrejas, não podemos nos limitar a festejar o Dia Mundial da Água, mas também devemos nos ocupar da sua acessibilidade garantida a todos", e encorajou os participantes a aderirem à exortação do CMI para eliminar a produção de água engarrafada da América do Norte e da Europa, onde "a água da torneira é segura e potável".