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17 Fevereiro 2016


Os indígenas se dirigem a ele chamando-o “Tatik”, padre. Francisco começa a homilia com um versículo do Salmo 19 em língua tzotzil, “Li smantal Kajvaltike toj lek, a lei do Senhor é perfeita e fortalece a alma”.

A reportagem é de de Gian Guido Vecchi, publicada por Corriere della Sera, 16-02-2016. A tradução é de Benno Dischinger.

Francisco chega às antigas terras dos Maya que, em 1° de janeiro de 1994 viram a primeira insurreição do Exército Zapatista de Libertação Nacional (Ezln) pela causa dos índios, entre as “montanhas do Sudeste mexicano”, tornadas célebres no mundo pelo Subcomandante Marcos. E a visita do primeiro Papa latino-americano a Chiapas é destinada a permanecer na história dos povos indígenas – no México mais de onze milhões de pessoas, 10% - como as palavras que Francisco escande na Missa que quis celebrar para eles:

“Muitas vezes, de modo sistemático e estrutural, os vossos povos foram incompreendidos e excluídos da sociedade. Alguns consideraram inferiores os seus valores, a sua cultura e as suas tradições. Outros, fascinados pelo poder, pelo dinheiro e pelas leis do mercado, os espoliaram das suas terras ou realizaram obras que os inquinavam. Que tristeza! Quanto faria bem a todos nós fazer um exame de consciência e aprender a dizer: perdão! Perdão, irmãos! O mundo de hoje, espoliado pela cultura do descarte, precisa de vós!”

No voo da Cidade do México a Tuxtla, o helicóptero a este planalto verde a 2.2621 metros, onde nas aldeias são coloridos também os cemitérios. Os fiéis repetem as frases gritadas do palco, “bem-vindo ao Papa da luta!”, “bem-vindo ao Papa da liberdade!”, “viva o Papa da Igreja dos pobres!”.

Francisco aprovou as traduções da Bíblia e do missal e as leituras nas línguas tzeltal, ch’ol e tzotzil, durante a missa, tornam desde agora oficial o uso dos idiomas indígenas na liturgia.

Há mais de cem mil pessoas, os índios chegaram de todo o Chiapas, famílias e tantíssimas crianças e povo que se acomoda sobre as árvores ou está sentado sobre paliçadas para ver melhor, há quem conta ter viajado por horas com os filhos num carro “para uma bênção”, fisionomias sérias que escutam num silêncio perfeito quando o Papa toma a palavra. E Francisco parte do conto bíblico, do povo de Israel “que havia experimentado a escravidão e o despotismo do Faraó, que havia experimentado o sofrimento e os maus tratos, até que Deus disse “basta”!, até que Deus disse: “não mais!”.

A homilia em espanhol é traduzida, passagem por passagem. Preces, lágrimas. A “súplica” pronunciada por um índio recolhe toda a dor do seu povo. Francisco cita um trecho da colheita de mitos locais Popol Vuh:

“A alvorada se estendeu sobre todas as tribos reunidas. A face da terra foi de imediato sanada pelo sol”. Há sol e calor no campo esportivo. “Nesta expressão há um anelo a viver em liberdade, um anelo que tem o sabor de terra prometida, onde a opressão, os maus tratos e a degradação não sejam a moeda corrente”.

O anelo à liberdade, à terra, à paz. “De muitas formas e modos se quis fazer calar e eliminar este anelo, de muitos modos procuraram anestesiar a alma”. Ante tudo isto, sílaba, “Também a criação sabe erguer a sua voz”.

Francisco retoma os temas da encíclica Louvado seja: “O desafio ambiental que vivenciamos e suas raízes humanas nos tocam a todos e nos interpelam. Não podemos mais fazer de conta que não há nada diante de uma das maiores crises ambientais da história”. Nisto, diz o Papa aos indígenas, “vocês têm muito a ensinar-nos: os vossos povos sabem relacionar-se harmonicamente com a natureza”.

Após o almoço com os representantes dos índios, o Papa visitou a catedral onde está sepultado o bispo Samuel Ruiz Garcia, defensor dos direitos dos indígenas que foi mediador do conflito no Chiapas.


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