Jornalistas apuram abusos da Igreja Católica em 'Spotlight'

Mais Lidos

  • Vicente Cañas. Manter um processo vivo por trinta anos é uma vitória no país da impunidade. Entrevista com Michael Nolan e Ricardo Pael Ardenghi

    LER MAIS
  • O Pentágono ameaçou o embaixador do Papa Leão XIV com o Papado de Avignon

    LER MAIS
  • Para o professor e pesquisador da UFPA, reterritorializar o debate sobre o acelaracionismo em termos amazônidas inaugura um amplo espectro de questões incontornáveis de nosso tempo

    Como pensar o aceleracionismo em um mundo que já acabou? Entrevista especial com Ricardo Evandro Martins

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Janeiro 2016

"Só resta tentar entender por qual razão tantos abusos permaneceram impunes por tanto tempo", diz Aline Pellegrini, em comentário publicado por Folha de S. Paulo, 08-01-2016.

Eis o comentário

Uma equipe de reportagem do jornal "The Boston Globe", intitulada Spotlight, e a produção da matéria investigativa que buscava expor padres católicos de Massachusetts que abusaram de crianças regem o longa que leva o mesmo nome do grupo de repórteres.

A maior parte do filme, dirigido por Tom McCarthy ("O Visitante"), é ambientada em 2001, quando começaram as investigações impulsionadas pela chegada de um novo editor no "Globe", Marty Baron (Liev Schreiber). 

A produção não se prende a flashbacks nem a dramatizações que não envolvam a apuração e o envolvimento dos próprios jornalistas. Mas, mesmo que os grandes momentos de ação do longa estejam presos a entrevistas com abusados e advogados, além de repórteres farejando documentos, este é um filme envolvente.

Para compreender como a igreja conseguiu manter em silêncio tantas atrocidades cometidas por sacerdotes, é impossível não prestar atenção aos diálogos - em uma cena que não poupa a adrenalina de ninguém, um padre aposentado relata de forma calma e amável sobre já ter molestado uma criança.

Apesar dos avisos dos entrevistados, o pelotão Spotlight, comandado por Walter Robinson (Keaton) e formado por Sacha Pfeiffer (McAdams), Mike Rezendes (Ruffalo) e Matt Carroll (James), não sofre nenhuma ameaça da instituição católica. Assim, só resta tentar entender por qual razão tantos abusos permaneceram impunes por tanto tempo.