''Um dia trágico para a nossa nação'': os bispos dos EUA e o casamento gay

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

29 Junho 2013

As decisões da Suprema Corte dos Estados Unidos do dia 26 de junho, que derrubaram parte do Defense of Marriage Act e que se recusaram a se pronunciar em mérito a uma objeção à Proposição 8 da Califórnia, marcam "um dia trágico para o matrimônio e para a nossa nação", disseram o cardeal Timothy Dolan, de Nova York, presidente da Conferência dos Bispos dos EUA (USCCB, na sigla em inglês), e Dom Salvatore Cordileone, arcebispo de San Francisco, presidente da Subcomissão Episcopal para a Promoção e Defesa do Matrimônio.

A declaração foi publicada no sítio da USCCB, 26-06-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

Hoje é um dia trágico para o matrimônio e para a nossa nação. A Suprema Corte cometeu uma profunda injustiça com o povo norte-americano, derrubando em parte o Defense of Marriage Act federal. A Corte entendeu de forma equivocada. O governo federal deve respeitar a verdade de que o matrimônio é a união de um homem e de uma mulher, mesmo onde os Estados não o fazem. A preservação da liberdade e da justiça requer que todas as leis, federais e estaduais, respeitem a verdade, incluindo a verdade sobre o matrimônio.

Também é lamentável que a Corte não aproveitou a oportunidade para defender a Proposição 8 da Califórnia, mas, ao contrário, decidiu não legislar sobre o assunto. O bem comum de todos, especialmente das nossas crianças, depende de uma sociedade que se esforce para defender a verdade do matrimônio. Agora é hora de redobrar os nossos esforços para testemunho essa verdade. Essas decisões fazem parte de um debate público de grandes consequências. O futuro do matrimônio e do bem-estar da nossa sociedade estão suspensos na balança.

O matrimônio é a única instituição que reúne um homem e uma mulher para toda a vida, que providencia a qualquer criança que nasça da sua união o fundamento seguro de uma mãe e de um pai.

Nossa cultura tomou como evidente por muito tempo o que a natureza humana, a experiência, o bom senso e o sábio desígnio de Deus confirmam: a diferença entre um homem e uma mulher tem importância, e a diferença entre uma mãe e um pai tem importância. Embora a cultura tenha falhado de muitas formas em fortalecer o matrimônio, essa não é uma razão para desistir. Agora é hora de fortalecer o matrimônio, não de redefini-lo.

Quando Jesus ensinou sobre o significado do matrimônio – a união por toda a vida e exclusiva do esposo e da esposa –, ele apontou para "o início" da criação da pessoa humana por parte de Deus como masculina e feminina (veja-se Mateus 19). Diante dos costumes e das leis da sua época, Jesus ensinou uma verdade impopular que todos podiam entender. A verdade do matrimônio perdura, e nós vamos continuar a proclamá-la corajosamente com confiança e caridade.

Agora que a Suprema Corte emitiu suas decisões, com renovado propósito, convocamos todos os nossos líderes e as pessoas desta boa nação a ficarem firmes juntos na promoção e na defesa do significado único do matrimônio: um homem, uma mulher, por toda a vida. Também pedimos orações para que as decisões da Corte sejam revistas e as suas implicações, esclarecidas.