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24 Fevereiro 2014

Na última sexta-feira, o Papa Francisco voltou a falar criticamente da "casuística", ou seja, daquela parte da teologia moral que tende a se separar dos princípios para resolver as situações concretas. E o fez para esclarecer bem o que tinha dito na última quinta-feira abrindo o Consistório extraordinário sobre os desafios do contexto atual para a pastoral da família, que inicia uma reflexão sinodal de dois anos, ao término da qual poderia haver a admissão dos divorciados em segunda união à comunhão eucarística.

A nota é de Giacomo Galeazzi, publicada no blog Oltretevere, 21-02-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Bergoglio, ao invés, chama para não separar o Evangelho da vida e, portanto, responder às expectativas dos divorciados em segunda união avaliando efetivamente se a mensagem de misericórdia de Jesus também se aplica a eles – e de que modo isso seria concretamente possível.

No Evangelho – explicou o Papa Francisco na importante homilia dessa sexta-feira – encontram-se dois sinais reveladores daqueles que sabem em que é preciso crer, mas não têm fé. O primeiro sinal é a "casuística", representado por aqueles que perguntavam a Jesus se era lícito pagar os tributos ou qual dos sete irmãos do marido deveria se casar com a mulher que ficou viúva. O segundo sinal é a ideologia.

Disse Francisco: "Busquemos aprofundar a teologia da família e a pastoral que devemos implementar nas condições atuais". "Façamos isso – recomendou – com profundidade e sem cair na 'casuística', porque isso inevitavelmente faria com que abaixássemos o nível do nosso trabalho".

"Naquele tempo – observou o pontífice na sua homilia – havia os gnósticos, e ao longo do tempo haverá muitos. E assim aqueles que caem na casuística ou aqueles que caem na ideologia são cristãos que conhecem a doutrina, mas sem fé, como os demônios. Com a diferença é que aqueles tremem, estes não: vivem tranquilamente".