Mudanças climáticas podem levar 600 milhões à desnutrição até 2080, diz especialista da ONU

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

12 Novembro 2015

As mudanças climáticas representam ameaças graves e distintas para a segurança alimentar e podem sujeitar um adicional de 600 milhões de pessoas à desnutrição até 2080, uma especialista em direitos humanos da ONU alertou na última semana.

A reportagem foi publcada por ONU Brasil, 11-11-2015.

“O aumento da frequência e intensidade de condições meteorológicas extremas, aumento das temperaturas e dos níveis do mar, assim como as cheias e as secas têm um impacto significativo sobre o direito à alimentação”, disse a relatora especial da ONU sobre o direito à alimentação, Hilal Elver.

“Todos estes incidentes climáticos causarão um impacto negativo nas colheitas, pecuária, pesca, aquicultura e nos meios de vida das pessoas”, acrescentou, advertindo que responder à demanda de alimentos através de modelos de produção agrícola de grande escala não é a solução certa.

Elver ressaltou também que “são necessárias medidas urgentes para responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas, mas as políticas de mitigação e adaptação devem respeitar o direito à alimentação, bem como outros direitos humanos fundamentais”.