Estudos do IPAM mostram a relação entre as florestas, os serviços ambientais e o clima

Mais Lidos

  • Pio X e a “participação ativa”: a diferença sagrada entre celebrar e presidir. Artigo de Andrea Grillo

    LER MAIS
  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

23 Outubro 2015

Na Amazônia brasileira, os povos indígenas detêm uma parcela significativa das florestas da região. O conjunto de suas Terras cobre cerca de 110 milhões de hectares e agrega aproximadamente 30% do carbono florestal da região, o que corresponde a algo por volta de 13 bilhões de toneladas de carbono. As Terras Indígenas (TIs) amazônicas desempenham um papel fundamental na contenção do avanço do desmatamento na região. Por conseguinte, têm um papel extremamente relevante para a conservação da biodiversidade e para o cumprimento das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) assumidas pelo Brasil através da lei que estabeleceu a Política Nacional de Mudança do Clima (PNMC, Lei nº 12.187/2009).

A reportagem foi publicada por EcoDebate, 22-10-2015.

Em paradoxo, as Tis, mesmo abrigando este vasto “oceano verde” estão sob ameaça dos impactos climáticos. Entre os anos de 2000 a 2012, 58% das Terras Indígenas da região sofreram com anomalias de seca, ou seja, secas mais severas que a média. Dessas, 67% tiveram mais da metade de sua área afetada por secas severas.

Mesmo com essa ameaça às Tis, que podem impactar diretamente na produção agrícola da região, o investimento para contenção de desmatamento e a proteção dessas áreas são escassos.

Atualmente, o principal instrumento de incentivo às ações de redução ao desmatamento e proteção florestal na região amazônica é o Fundo Amazônia, que toma como base o valor de U$5,00/ tonCO² (aproximadamente R$17,45/tonCO²). Este valor é bem maior que os recursos destinados à Funai que, não chegam a R$0,63/ha/ano.

Acesse as publicações clicando nas imagens:

 

*Fonte: Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia – IPAM