Haitianos começam a desistir do sonho brasileiro

Mais Lidos

  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 03 Agosto 2015

Dificuldades em conseguir emprego faz migrantes procurarem outros países para tentar a vida.

Em 2014, foram concedidos 1.873 vistos humanitários a migrantes do Haiti. No primeiro semestre deste ano, foram apenas 10, segundo a assessoria de imprensa do Ministério do Trabalho e Emprego.

Até a metade do ano passado, Curitiba era a quarta cidade que mais recebia haitianos (4,5% dos migrantes do Haiti moravam na capital paranaense). Pinhais e Cascavel também apareciam na lista dos municípios que mais acolhiam. As principais fontes de emprego eram os frigoríficos e a construção civil, aquecida pela Copa do Mundo. Depois do Mundial, o mercado minguou e o trabalho se tornou mais escasso.

Em 2015, nenhum visto humanitário foi pedido por haitianos na capital paranaense. O aspecto econômico tem sido decisivo neste processo.

“O haitiano migra em busca do pão. Então, ele vai onde está o emprego”, observou o padre Agler Cherizier, coordenador da Pastoral do Migrante - Regional Sul. “A gente percebe que os ‘antigos’ migrantes, que já estão aqui há algum tempo, querem ir embora. Os novos ainda chegam, mas depois de duas ou três semanas sem conseguir emprego, se desesperam e também querem partir”, apontou.

Polícia

Outro termômetro que indica o desaquecimento da chegada é o volume de atendimentos registrados pela Polícia Federal (PF) em Curitiba. Em 2014, o departamento recebia uma média de 60 haitianos por dia. Neste ano, o fluxo não chega a 20. “Aparentemente, o Brasil e, certamente, Curitiba, têm sido um local de menos destino dos haitianos”, resume o delegado Renato Lima.