“Não existem explicações; o sofrimento das crianças é um mistério”, confessa o Papa Francisco

Mais Lidos

  • “Qual é o papel da ciência nas decisões públicas ou qual deve ser esse papel?”, questiona o sociólogo

    Ciência e política em disputa no novo regime climático. Interfaces entre conhecimento e realidade. Entrevista especial com Jean Carlos Hochsprung Miguel

    LER MAIS
  • Prêmio Nobel da Paz para as Crianças de Gaza: Um prêmio para todas as crianças em guerra

    LER MAIS
  • Sociólogo do trabalho, Ruy Braga analisa a reconfiguração do trabalho precário e a opressão racial no Brasil em videoconferência ministrada hoje, às 17h30min. Evento é promovido pelo IHU

    O trabalhador precarizado no Brasil tem cor, origem e aparência

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 01 Junho 2015

Na tarde da sexta-feira 29 de maio o Papa Francisco teve um encontro emotivo na Capela da Casa Santa Marta com um grupo de 20 crianças de entre 02 e 14 anos gravemente doentes ou deficientes. Algumas das crianças presentes já se tinham encontrado com o Papa há dois anos e a pedido seu voltaram ao Vaticano junto com mais outras crianças e seus pais, acompanhados também por voluntários da Unitalsi, com a qual participam de peregrinações a Lourdes e Loreto.

A reportagem é publicada por Religión Digital, 30-05-2015. A tradução é de André Langer.

A saudação das crianças ao Papa foi de uma alegria comovedora. Dirigindo-se a Francisco uma menina quis recordar-lhe aquelas crianças ausentes desta vez porque “agora estão no céu”. Precisamente falando do mistério do sofrimento, o Pontífice observou que “não existem explicações: o sofrimento das crianças é um mistério”.

Deficientes e com graves patologias, em cadeiras de rodas e com tumores que chegaram à casa de Francisco para encontrá-lo, acompanhados por pais “heróicos”, como os qualificou o Bispo de Roma, porque não cederam ao aborto, “uma falsa solução do problema”.

O Santo Padre dirigiu-se especialmente a estes pais quando disse que no sofrimento é necessário pedir explicações ao Senhor, convidando-os a não ter medo de perguntar ao Senhor: Por quê? E a sentir seu olhar sobre nós, o olhar de ternura do Pai que diz: “também meu filho sofreu”.

“Penso na Virgem quando lhe entregaram o corpo morto de seu filho, ferido, ensanguentado... A Virgem o acariciou. Também a Virgem não entendia”. Também para estas crianças Francisco teve palavras de ânimo, definindo-as como “mestres de vida”. O encontro terminou com a oração da Ave-Maria e com a bênção do Papa que se deteve a saudar a cada criança e seus pais.