O bispo luterano intervém sobre a questão da homossexualidade e estigmatiza uma leitura hermética da Bíblia

Mais Lidos

  • Comando Vermelho banca ida de criminosos à guerra na Ucrânia para treinar com drones de carregar fuzis

    LER MAIS
  • Viver em contínuo Pentecostes. Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS
  • “Esse debate se torna ainda mais importante em um ano eleitoral, porque é fundamental assegurar que os resultados positivos no combate à fome sejam preservados, independentemente de qual governo esteja no poder, seja de direita, seja de esquerda ou centro”, afirma o especialista

    "Os dados mostram que o Brasil conseguiu retornar a um nível de insegurança alimentar semelhante ao registrado em 2014, ano em que o país saiu do mapa da fome da ONU". Entrevista especial com Lucas Moura

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

28 Janeiro 2015

Gerhard Ulrich, bispo da Igreja Evangélica Luterana do norte da Alemanha e maior expoente luterano da Alemanha (a ele se reportam todos os bispos luteranos alemães e outros 9 milhões de fiéis) na última sexta feira interveio com palavras determinadas sobre a questão da homossexualidade.

A reportagem é de Claudio Geymonat, publicada pelo sítio Riforma.it, 26-01-2015. A tradução é de Ivan Pedro Lazzarotto.

Em Hamburg para celebrar uma missa em honra ao vigésimo quinto aniversário da KonsulT, uma associação de teólogos gays e lésbicas, cumprimentou a coragem dos membros aderentes agradecendo-os “por ter dado um forte exemplo de força revolucionária da fé, lutando por direitos iguais”.

O bispo ressaltou como a associação foi de fundamental importância para a vida de numerosos cristãos gays, oferecendo apoio as vitimas de julgamentos morais baseados numa interpretação “hermética e errada” da Bíblia. Ulrich também quis lembrar como a luta dos membros da associação àquilo que deveria ser o resultado óbvio desde o início: a aceitação plena daqueles que vivem um verdadeiro amor com pessoas do mesmo sexo.

“É a mesma Bíblia que ensina a sermos desobedientes – concluiu Ulrich – exatamente assim como fizeram os três Reis Magos com a autoridade de Erodes. É preciso ter coragem de ser desobediente ao mundo e à própria Igreja e vimos que é necessário sê-lo para poder levar luz à escuridão, uma luz que seja resplandecente pra todos”.