Vazamento atlântico

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

03 Mai 2016

O vazamento de 248 documentos sigilosos de negociação da Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (TTIP, na sigla em inglês) entre Estados Unidos e União Europeia pode arruinar a mais ambiciosa meta comercial e diplomática de final de mandato do presidente americano, Barack Obama. Dos dois lados do Atlântico, as tratativas vinham sendo criticadas por falta de transparência, mas as preocupações ambientais e sanitárias sempre foram mais intensas por parte dos europeus. Segundo o Greenpeace, que divulgou ontem os documentos em seu site, os textos indicam que o TTIP pode se converter no pior tratado global de livre comércio. “Este tratado ameaça ter implicações a longo prazo para o meio ambiente e a saúde dos 800 milhões de cidadãos da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos”, ressaltou o Greenpeace ao apresentar os documentos em Berlim.

O comentário é de Luiz Antônio Araujo, publicado por Zero Hora, 03-05-2016.

Na imprensa europeia, a repercussão foi negativa. “Documentos vazados revelam pressão dos EUA por TTIP”, afirmou a Deutsche Welle em seu site. “EUA chantageiam UE para comprar alimentos americanos com ameaças sobre carros europeus”, disse o jornal português Diário de Notícias. “Os documentos confidenciais do TTIP obtidos pelo Greenpeace e consultados por Le Monde mostram a que ponto os americanos estão pouco inclinados ao compromisso”, lamentou o jornal francês. A Comissão Europeia criticou o que qualificou de “mal-entendidos” e disse que o bloco de 28 países “nunca rebaixará seu nível de ambição”, enquanto os EUA lamentaram interpretações “enganosas”.

Um dos pontos mais enfatizados pelos críticos foi uma cláusula do texto preliminar que permitiria a multinacionais apelar a arbitragem privada contra eventuais obstáculos de governos nacionais ao livre comércio.