Nesta quinta, atos em defesa da democracia por todo o Brasil e em 16 cidades do mundo

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31 Março 2016

A CUT, CTB, UNE, MST, MTST, CMP e mais de 60 outras entidades dos movimentos populares, da juventude e partidos políticos que formam as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, realizam nesta quinta-feira (31) atos contra o golpe em todo o Brasil.

A informação é de Marize Muniz, publicada na página eletrônica da CUT, 31-03-2016.

Em São Paulo, a manifestação começa às 16 horas, na Praça da Sé, centro da capital.

Em Brasília, onde as frentes decidiram fazer uma marcha que sairá do Estádio Mané Garrincha e irá até a Esplanada dos Ministérios, a partir das 18, participarão do ato o ex-presidente Lula e o presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas.

#NãoVaiTerGolpe

Os militantes, sindicalistas e líderes dos movimentos sociais, além de representantes de partidos políticos e de toda a sociedade que preservam as regras democráticas vão às ruas denunciar o Golpe de Estado em curso no Brasil neste momento.

Segundo os líderes sindicais e sociais, aumenta a cada dia o número de brasileiros conscientes da ação antidemocrática dos deputados que aceleraram a tramitação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, apesar de não haver base legal.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, “o processo não tem sustentação jurídica porque Dilma não cometeu nenhum crime, não é investigada nem foi denunciada”.

“É um Golpe de Estado e é para combater o golpe que vamos ocupar as ruas e praças em todo o Brasil e em várias cidades do exterior”, conclui o dirigente.

O argumento dos deputados para cassar o mandato de Dilma é o que ficou conhecido como “pedaladas fiscais”. Ou seja, Dilma usou dinheiro da Caixa Econômica Federal para bancar programas sociais, como Bolsa Família, e adiou o repasse dos recursos para o ano seguinte para fechar as contas no azul. No ano seguinte, ela fez o repasse normalmente. Portanto, não se trata de ação para obter benefícios pessoais. Outros presidentes e governadores utilizaram esse mesmo artifício fiscal, entre eles FHC, que vem defendendo a cassação da presidenta.