No Sínodo, também se fala de diaconisas

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10 Outubro 2015

"O problema existe, não foi descartado." As palavras do cardeal Edoardo Menichelli são o sinal de que o Sínodo se debruçou sobre um tema que, até poucos anos atrás, ainda era tabu: a possibilidade de que diaconisas sejam admitidas na Igreja.

A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 09-10-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Quem falou sobre isso, na terça-feira, na Aula do Sínodo, foi o arcebispo canadense Paul-André Durocher: "Deveríamos realmente começar a considerar seriamente a possibilidade de ordenar mulheres diáconos".

O cardeal Menichelli, nessa quinta-feira, explicou que o tema "foi mencionado" e está "sob atenção", embora "devam ser aprofundadas as perspectivas no plano teológico e sacramental".

Seria um retorno às origens da Igreja: "Recomendo a vocês nossa irmã Febe, diaconisa da igreja de Cencreia", escreve, por exemplo, São Paulo na Carta aos Romanos (16, 1). Vozes isoladas falaram a respeito. Um dos primeiros foi o cardeal Carlo Maria Martini.

Um diácono pode proclamar o Evangelho, fazer a homilia, celebrar batismos, abençoar bodas. O problema é que o diaconato está ligado como "primeiro grau" ao sacerdócio, recebe-se um sacramento, e a ordenação de sacerdotisas na Igreja está excluída. Como se resolve?

Em 2103 os bispos alemães propuseram um "diaconato específico" para as mulheres. O cardeal Kasper sugeriu: pode-se nomear a diaconisa não através do sacramento, mas com uma bênção.

Vai levar tempo. Mas o Sínodo no masculino – as poucas mulheres são "auditoras", e as religiosas também estão excluídas do voto – está ao menos levantando o problema de um maior papel para as mulheres: "A sua intervenção nos processos decisórios, a sua participação, não só formal, no governo de algumas instituições; o seu compromisso na formação dos ministros ordenados" (Instrumentum laboris, n. 30).