Tudo pronto em Washington para receber o Papa

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23 Setembro 2015

Cães, guardas, valas, ruas bloqueadas; o serviço secreto em alerta máximo: no meio de uma operação se segurança sem precedentes nos EUA, o papa Francisco começa nesta tarde uma histórica visita de cinco dias a este país, com uma agenda destinada a mobilizar os católicos, mas também com fortes mensagens políticas na primeira potência do mundo.

A reportagem é publicada por Valores Religiosos, 22-09-2015. A tradução é de IHU On-Line.

O Papa chegará em Washington vindo desde Cuba, onde iniciou no sábado passado seu giro a estes países que acabam de se reconciliar depois de anos de hostilidade. Num gesto não usual para um presidente dos EUA, Barack Obama irá recebê-lo nas escadas do avião, juntamente com sua esposa Michelle. Cansado do périplo cubano, Francisco irá diretamente para a Nunciatura desta cidade, que será o lugar onde passará as duas próximas noites.

Estará bem protegido. A cidade estará virtualmente blindada e os experts em segurança dizem que a operação não tem precedentes. “É mais delicado, inclusive, que posse de um presidente. É um líder mundial e, além disso, virão a Nova York outros 180 mandatários para a ONU”, disse um agente aposentado ao The Washington Post, que lembrou que João Paulo II sofreu um atentado e um Papa sempre é um alvo potencial para terroristas ou ‘lobos solitários’.

Há dias se recomenda que os cidadãos não viajem de carro entre hoje e quinta-feira, quando o Pontífice deixará a capital. Como se teme que o metrô e os ônibus colapsem, se recomenda que as pessoas trabalhem, nestes dias, em casa.

O serviço secreto já examinou os antecedentes de milhares de jornalistas  que farão a cobertura das cerimônias, como também os convidados especiais. Os repórteres devem estar 8 horas antes das cerimônias para serem transladados em carros e não podem se movimentar nos perímetros de segurança.

Quando o Papa falará no Congresso, na quinta-feira, os legisladores já foram advertidos que não poderão se aproximar para fazer selfies com o Pontífice. No único momento em que os cidadãos poderão ver o Papa será no percurso que fará no parque atrás da Casa Branca. Para entrar neste lugar haverá controles de segurança e as pessoas devem estar no local antes das 4h da manhã.

O Papa inicia a sua agenda oficial na quarta-feira pela manhã, quando será recebido por Obama na Casa Branca. Segundo se disse oficialmente, falarão de economia, imigraçaõ e questões globais, ainda que poderá haver surpresas.

Depois rezará com os bispos na Catedral St. Matthew e, na tarde, presidirá a missa de canonização de Junípero Serra na Basílica da Imaculada Conceição.

Na quinta-feira terá o seu dia mais difícil porque visitará o Congresso, dominado pelos conservadores republicanos, um território muito mais difícil que aquele brindado por Obama, a quem está unido por “uma maravilhosa relação de afeto”, segundo afirmou o chefe do Protocolo do Vaticano, Guillermo Karcher, ao jornal Clarín. Ali provavelmente fará referência aos excessos do capitalismo, ao aquecimento global, à imigração e, talvez carregado pelas esperanças recolhidas no solo cubano, defenda o levantamento do embargo que pesa sobre a ilha e que os republicanos se negam a aprovar.

Na mesma quinta-feira parte para Nova York, onde rezará na catedral de Saint Patrick. Na sexta-feira falará na ONU, visitará uma escola no Harlem, presidirá uma oração no memorial do 11 de setembro e uma missa no Madison Square Garden. Em Filadélfia presidirá o Encontro de Famílias e uma missa ao ar livre. Pouco antes de partir visitará um presídio da cidade.