''Luis Espinal não era comunista'', afirma Xavier Albó

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10 Julho 2015

Foto que muestra la escultura original de Luis Espinal, propiedad de Xavier Albó.

Fontehttp://bit.ly/1HRxVDS

Na quarta-feira, 8 de julho, o presidente Evo Morales deu ao Papa Francisco uma cruz formada com a foice e o martelo, que causou polêmica nas redes sociais.

A reportagem é da Agencia de Noticias Fides, 09-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O sacerdote jesuíta Xavier Albó expressou nessa quinta-feira, 9 de julho, que o padre Luis Espinal não era comunista e que a cruz que ele esculpiu em uma foice e martelo, o símbolo do comunismo, foi uma forma de "buscar o diálogo".

"Se quisessem tirar como consequência que Espinal era comunista, certamente, eu o nego totalmente, não é verdade", disse Albó em uma entrevista à rádio Patria Nueva.

Na quarta-feira, 8 de julho, o presidente Evo Morales deu ao Papa Francisco uma cruz formada com a foice e o martelo, que causou polêmica nas redes sociais e foi rotulada como "crucifixo comunista".

Segundo Albó, a origem dessa cruz data dos anos 1970, quando Espinal decidiu mudar a forma da cruz que lhe deram ao fazer os seus votos e colocou uma foice e um martelo.

O jesuíta esclareceu que a cruz reflete a necessidade de dialogar dos cristãos com o movimento operário e, em geral, com todos os setores da sociedade, incluindo os marxistas.

Ele também manifestou que o presidente Morales é um "grande admirador" da vida de Espinal.

Albó disse que, na quarta-feira, ele foi até a curva de Achachicala, onde foi encontrado o corpo de Luis Espinal depois de ser assassinado em março de 1980, para presenciar a homenagem que o Papa Francisco realizou ali.

Ele acrescentou que queria dar ao Sumo Pontífice vários presentes, mas que não conseguiu por causa da alta segurança que havia no ato. "Eu queria entregar diretamente ao papa alguns presentes que me encomendaram, mas me tiraram de lá e eu fiquei atrás da cerca", disse Albó.

Francisco "desconhecia" que Morales ia lhe entregar condecorações e presentes durante o seu encontro em Palacio Quemado, incluindo o Cristo na foice e no martelo, informou o porta-voz da Santa Sé, Federico Lombardi, na quinta-feira.

"É algo que ele (Luis Espinal) tinha desenhado. Não era um símbolo conhecido. Nem bispos, nem os jesuítas conheciam esse símbolo particular", declarou o porta-voz em uma coletiva, assim que havia concluído a eucaristia celebrada por Francisco diante do Cristo Redentor.