Massacre de San Patricio: os crimes continuam impunes 39 anos depois

Mais Lidos

  • Na semana do Dia das Mães, a pesquisadora explica como o mercado de trabalho penaliza mulheres chefes de família com filhos e sem cônjuge

    Mães solo e os desafios do cotidiano: dificuldades e vulnerabilidades nos espaços públicos. Entrevista especial com Mariene de Queiroz Ramos

    LER MAIS
  • Padre Josimo: 40 anos depois segue sendo assassinado todo dia. E segue ressuscitando

    LER MAIS
  • Bayer escolhe Brasil para estrear complemento a agrotóxico mais polêmico do mundo

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 08 Julho 2015

Os cinco religiosos palotinos assassinados na madrugado do dia 4 de julho de 1976, pela ditadura civil-militar, na Paróquia San Patricio, do bairro portenho de Belgrano, são recordados hoje, quando se completam 39 anos do chamado “Massacre de San Patricio”.

 
Fonte: http://goo.gl/8pRfUI  

A reportagem é publicada por Los Andes, 04-07-2015. A tradução é do Cepat.

Os corpos crivados dos sacerdotes Alfredo Leaden, Pedro Dufau, Alfredo Kelly e dos seminaristas Salvador Barbeito e Emilio Barletti foram encontrados pelo jovem organista da paróquia, Fernando Savino, naquela manhã de domingo, quando decidiu entrar pela janela por ter encontrado a porta da igreja fechada.

Os cinco se encontravam de cabeça para baixo e alinhados, em uma enorme poça de sangue, sobre um tapete vermelho, e foram surpreendidos enquanto dormiam.

Os assassinos escreveram com giz, em uma porta: “Pelos camaradas dinamitados em Segurança Federal, Venceremos, Viva a Pátria”, e também sobre um tapete: “Estes esquerdas morreram por serem doutrinadores de mentes virgens e são M.S.T.M”, ao se referir ao Movimento de Sacerdotes pelo Terceiro Mundo.

Segundo os depoimentos judiciais, na noite do crime, pessoas do bairro viram um automóvel Peugeot preto estacionado em frente à paróquia, com quatro homens dentro, e também um patrulheiro que se aproximou deles e depois se distanciou.

O “Massacre de San Patricio” não conta com condenados e nunca foi esclarecido, ainda que alguns depoimentos apontem que os autores pertenciam a um grupo de tarefas da ESMA, o principal centro de detenção e torturas da ditadura civil-militar.