A família é ameaçada pela ideologia do gênero, insiste o Papa Francisco

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Por: André | 09 Junho 2015

Consolidar a pastoral diante de muitos problemas que afligem a família: a “difícil situação econômica, a migração, a violência doméstica, o desemprego, o narcotráfico e a corrupção” e a “ideologia do gênero” que a coloca em discussão. Escreveu-o o Papa Francisco no discurso que entregou aos bispos de Porto Rico, em visita “ad limina apostolorum”.

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi e publicada por Vatican Insider, 08-06-2015. A tradução é de André Langer.

O Papa insistiu em que é necessário “consolidar cada vez mais a pastoral familiar diante dos graves problemas sociais que a afligem: a difícil situação econômica, a migração, a violência doméstica, o desemprego, o narcotráfico e a corrupção. São realidades que suscitam preocupação. Permitam-me chamar sua atenção sobre o valor e a beleza do matrimônio. A complementaridade entre um homem e uma mulher, eixo da criação divina, é posta em discussão pela chamada ideologia do gênero, em nome de uma sociedade mais livre e mais justa. As diferenças entre homem e mulher não são para a contraposição ou a subordinação, mas para a comunhão e a geração, sempre ‘à imagem e semelhança’ de Deus. Sem a mútua entrega, nenhum dos dois pode compreender-se profundamente. O sacramento do matrimônio é sinal do amor de Deus pela humanidade e da entrega de Cristo por sua esposa, a Igreja. Cuidem deste tesouro, um dos ‘mais importantes dos povos latino-americanos e caribenhos’”, escreveu o Papa citando o documento final do encontro do episcopado latino-americano em Aparecida, em 2007.

O Papa convidou os sete bispos do país caribenho, com os quais se reuniu durante o almoço na Casa Santa Marta, para “se distanciarem de qualquer ideologização ou tendência política que possa fazê-los perder tempo e o verdadeiro ardor pelo Reino de Deus”, porque “a Igreja, em razão de sua missão, não está vinculada a nenhum sistema político, para poder ser sempre”, como afirmou o Concílio Vaticano II na Gaudium et Spes, “sinal e a salvaguarda do caráter transcendente da pessoa humana”.

“Vocês – lê-se no discurso entregue pelo Papa –, anunciadores do Evangelho e guardiões da esperança de seu povo, são chamados a continuar escrevendo a obra de Deus nas Igrejas locais, animados pelo espírito de comunhão eclesial, fazendo com que a fé cresça e a luz da verdade brilhe também nos nossos dias”.

Francisco convidou os religiosos para recorrer não somente à oração, mas também à “amizade e à ajuda fraterna” diante da “grandeza e da desproporção” dos problemas do país, guardando-vos dos riscos de “gastar energias com divisões e disputas”.

O bispo, prossegue o discurso, é “modelo para seus padres e anima-os a buscar sempre a renovação espiritual e a redescobrir a alegria de guiar o próprio rebanho na grande família da Igreja”. Em vista do próximo Jubileu da Misericórdia, Bergoglio pede aos bispos e aos padres para que sejam “servos do perdão de Deus, sobretudo no Sacramento da Reconciliação, que permite experimentar na própria carne o amor” de Deus.

Para ter bons pastores, lê-se, “é necessário cultivar a pastoral vocacional”, assim como é necessário a colaboração generosa dos leigos para anunciar o Evangelho em todos os ambientes, “inclusive os mais hostis e afastados da Igreja”, neste arquipélago caribenho, no qual, recordou Francisco, foi fundada “uma das três primeiras dioceses que se estabeleceram no continente americano”.

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