Monedero, após sua saída: “Sinto-me livre das correntes; penso que Pablo tem inveja de mim”

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Por: André | 18 Mai 2015

Aquele que foi o “número três” do Podemos mostra-se desenganado com a política e defende que sua saída foi “uma chamada de atenção”. “É terrível que não tenhamos tido tempo para parar a bola e ver como estamos”, garante.

 
Fonte: http://bit.ly/1IDbUb9  

A reportagem é publicada por Voz Populi, 15-05-2015. A tradução é de André Langer.

Juan Carlos Monedero defendeu o “desarmamento” dos “generais medíocres” que fazem parte do Podemos e lançou um aviso sobre a possível tendência do partido à moderação. “A moderação desarmaria o Podemos”, disse em uma entrevista concedida ao jornal El País, recolhida por Europa Press.

O cofundador e ex-dirigente do Podemos defendeu que sua saída foi “uma chamada de atenção” e acrescentou que, por este motivo, o secretário-geral do partido ‘morada’, Pablo Iglesias, “sem dúvida” já mudou seu discurso e estratégia política. “O pior que pode acontecer é que quando um líder falar já se saiba de antemão o que ele vai dizer”, argumentou.

Monedero não quis citar os nomes desses “generais medíocres” – foi perguntado diretamente por Íñigo Errejón – aos quais, segundo ele, “é preciso perdoar sua mediocridade sempre que for desarmada”. Falou exclusivamente de Pablo Iglesias: “As classes médias necessitam daquilo que o Podemos começou a dar novamente – comentou –, ferramentas de indignação diante das pessoas que nos estão arranhando”.

Aquele que fora o “número três” do Podemos recordou seu papel como cofundador e como professor de muitos dos membros do Podemos. “Um aluno nunca decepciona o seu professor”, disse. Não obstante, mostrou-se desenganado com a política, queixando-se dos “ataques desproporcionais” que chegaram a produzir nele “ira”. De fato, disse que o ministro Cristóbal Montoro lhe disse que “iria triturá-lo”.

“Eu não me sinto quebrado”, comentou finalmente sobre sua saída do Podemos, ao que acrescentou: “Penso que Pablo (Iglesias) tem inveja de mim. É terrível que não tenhamos tido tempo para parar a bola e ver como estamos. A política não pode ser como essas famílias que só se encontram nos serviços”.