ONGs criticam falta de progressos na Conferência sobre o Clima

Mais Lidos

  • A encíclica do Papa Leão XIV chega em boa hora: a inteligência artificial levanta questões que só a religião pode responder

    LER MAIS
  • Comando Vermelho usa drones gigantes para transportar até 20 fuzis FAL ou AR-15 entre favelas no Rio

    LER MAIS
  • A preocupação aumenta com o surto de Ebola no Congo: "Está fora de controle, tememos que ultrapasse as fronteiras"

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

11 Dezembro 2014

As organizações não governamentais (ONGs) que estão em Lima como observadores das negociações internacionais sobre o clima criticaram nesse sábado (6) a falta de progressos para alcançar um acordo multilateral, que deve estar concluído dentro de um ano.

A reportagem foi publicada pela Agência Brasil – EBC, 07-12-2014.

A 20ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (COP-20), que começou na segunda-feira (1º) e vai até 12 de dezembro, deverá reunir as bases do futuro acordo em que participará, pela primeira vez, toda a comunidade internacional na luta contra o aquecimento global.

“Têm existido vários falsos começos desde o início da semana”, lamentou Tasneem Essop, porta-voz da ONG WWF, para quem “os negociadores ainda não entenderam que este diálogo é uma urgência planetária”.

Segundo o porta-voz, existem duas concepções em confronto para o futuro acordo, aguardado para o final de 2015 em Paris. Uma delas está “centrada nos esforços de redução dos gases de efeito estufa” e a outra, “mais global, inclui questões de adaptação (às alterações climáticas) e de financiamento”.

“O Protocolo de Kyoto é centrado na redução de gases de efeito estufa (dos países desenvolvidos), mas, para o futuro acordo, os países em desenvolvimento pretendem que a adaptação aos impactos do aquecimento seja incluída”, destacou Meena Raman, da ONG Rede do Terceiro Mundo.

Para Alix Mazounie, do grupo de organizações francesas Ação Contra o Clima, as negociações não começaram verdadeiramente. “É verdade que a primeira semana (das conferências anuais da ONU sobre o clima) costumam ser assim, com muitas posições e os países traçando até onde podem ir”, concluiu.