Com sonho de virar engenheiro civil, pedreiro estuda 3h por dia para Enem

Mais Lidos

  • De Rerum Novarum a Leão XIV: não era o vapor, mas a ética; não são os dados, mas a dignidade. O que vale não é mensurável. Artigo de Paolo Benanti

    LER MAIS
  • Juventude e novas direitas, para além dos estereótipos e dos extremos. Entrevista com Beatriz Besen

    LER MAIS
  • Soberania em risco: EUA podem classificar PCC e CV como terroristas; especialistas temem intervenção

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 10 Novembro 2014

Jovem trabalha há 3 anos na construção civil, em Cruzeiro do Sul, no Acre. 'Chego em casa cansado e ainda tenho que tirar forças para estudar', diz.

A reportagem é de Vanísia Nery e publicada pelo G1, 07-11-2014.

O jovem Jandes Rodrigues Ferreira, de 24 anos, trabalha como pedreiro há três anos em Cruzeiro do Sul (AC). Com o sonho de mudança, ele resolveu fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com o objetivo de cursar engenharia civil na Universidade Federal do Acre (Ufac) ou Universidade Federal do Amazonas (Ufam) o jovem estuda três horas por dia.

Ferreira diz que começou o ofício de pedreiro aos 21 anos, pensa em continuar no mesmo ramo de trabalho, porém, com uma função diferente no canteiro de obras, sendo engenheiro formado e com o diploma nas mãos. “Meu objetivo em fazer o Enem é mesmo o de cursar engenharia civil. Gosto do ramo que trabalho, mas quero crescer, ter melhores condições e isso só posso conseguir através do estudo”, diz.

Jandes trabalha durante o dia todo em obras, ao chegar em casa ainda estuda três horas. Ele conta que prestou o Enem para pedagogia em 2007, mas garante que o cansaço é o obstáculo mais difícil na hora de se concentrar para os estudos.

“Por pouco não consegui, faltaram décimos. A maior dificuldade para conseguir alcançar esse objetivo é o cansaço. Chego a noite em casa, cansado de passar o dia no batente e ainda tenho que conseguir tirar forças para estudar. Não é fácil, mas é preciso, porque quero mudança e estou conseguindo estudar pelo menos três horas por noite”, conta.

O jovem se dedica a estudar todas as disciplinas, mas se empenha com mais cuidado para a redação. Ele afirma que sua maior dificuldade é na área de português.

Foto: Vanísia Nery/G.